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Informativo Diário

27/02/2020

APESAR DO DÓLAR, SOJA RETORNA DO FERIADO COM PREÇOS MISTOS E POUCA MOVIMENTAÇÃO NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja esteve calmo nas diferentes praças de negociação do país. Com o retorno do feriado de Carnaval, o dia foi de movimentação moderada nas principais regiões. Mesmo com a moeda norte-americana renovando a máxima histórica de fechamento pelo quinto pregão seguido, os prêmios recuaram nos portos e as cotações tiveram oscilação mista no mercado doméstico. Segundo rumores, aproximadamente 100 mil toneladas de soja trocaram de mãos no país ao longo do dia.

RS: cotações de estáveis a mais altas e pouca movimentação reportada no estado. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 90/saca CIF para embarque imediato e pagamento em meados de março, porém poucos lotes foram comercializados.

PR: preços mistos no estado e movimentação razoável registrada. Na região portuária, o comprador sinalizava R$ 92/saca CIF para embarque no mês de março/21 e pagamento em meados de maio/21.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no farelo, e em queda no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,22% no grão e de 1,67% no farelo, e perdas de 0,54% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 8,8825 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,81 por bushel, com alta de 2 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 5,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio/20 operava com ganhos de 4,75 pontos, com negócios a US$ 8,93 por bushel.

• Após cair forte na segunda, o mercado se recupera tecnicamente, com fundos e especuladores aproveitando compras de barganha.

• O alastramento do coronavírus é motivo de preocupação. Com os possíveis impactos sobre a economia, cresce a procura por investimentos de menor risco, como o câmbio. O dólar sobe e tira competitividade dos produtos de exportação americanos, caso da soja.

• Os investidores seguem atentos ao crescimento de casos de coronavírus fora da China, especialmente na Coreia do Sul, Itália e Irã. O aumento de casos em outros países pressiona os mercados em geral, como as bolsas de valores na Ásia e na Europa. O Brasil também confirmou o primeiro caso da doença.


CHINA O surto de coronavírus pode subtrair de 0,5 a 0,8 ponto porcentual (pp) da expansão econômica da China neste ano, e até 0,2 pp do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo a maioria dos analistas ouvidos pela consultoria FocusEconomics. A pesquisa mostrou que, no caso da China, 47% dos 68 entrevistados espera que o coronavírus remova de 0,5 a 0,8 pp do crescimento da economia chinesa em 2020, enquanto 29% preveem um impacto de 0,1 a 0,4 pp. Uma parcela mais pessimista, de 18% dos entrevistados, espera que o surto resulte numa redução de 0,9 a 1,2 pp no ritmo de expansão, enquanto 6% esperam impacto superior a 1,2 pp. No caso da economia mundial, 61% dos 67 entrevistados esperam que o coronavírus subtraia até 0,2 pp do crescimento, enquanto 36% preveem impacto de 0,3 a 0,5 pp. Um grupo de 3% espera efeito negativo superior a 0,8 pp sobre o crescimento deste ano.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,16%, sendo negociado a R$ 4,4450 para venda e a R$ 4,4430 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento do dia 21 de fevereiro, quanto ficou a R$ 4,3940 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,4060 e a máxima de R$ 4,4490. A divisa norte-americana voltou a avançar renovando a máxima histórica de fechamento pelo quinto pregão seguido, em sessão curta após o feriado prolongado. Além do ajuste do mercado doméstico na volta do Carnaval, o temor global com o coronavírus manteve o ambiente de aversão ao risco. Mesmo com a intervenção do Banco Central (BC), a moeda chegou a buscar o patamar inédito de R$ 4,45.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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