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Informativo Diário

20/03/2020

EM DIA DE FORTE ALTA EM CHICAGO, PREÇOS DA SOJA PERMANECEM AVANÇANDO E MERCADO PERMANECE AGITADO NO PAÍS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja esteve bastante agitado nas diferentes praças de negociação do país. A forte alta em Chicago, que chegou a atingir os níveis de US$ 8,55 ao longo do pregão, animou os agentes na sessão de hoje. Apesar da forte queda, a moeda norte-americana se manteve acima do patamar de R$ 5 por dólar e contribuiu para um dia bastante positivo para a commodity. Com cotações passando dos R$ 100 por saca em diversos portos, um bom volume de negócios foi registrado. Rumores apontam que aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país.

RS: as cotações seguem avançando e o mercado permanece bastante agitado no estado. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 102 por saca CIF para embarque em julho e pagamento em meados de agosto deste ano. Para embarque em meados de março/abril/21 e pagamento no final do mês de maio/21, no melhor momento do dia, o comprador segue oferecendo R$ 98/saca. Segundo rumores, pelo menos 250 mil toneladas de soja trocaram de mãos no estado ao longo do dia.

PR: bom volume de negócios reportado e as cotações seguem firmes. Em Paranaguá, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 100 por saca CIF para embarque no mês de maio e pagamento em meados de junho deste ano. Ainda na região portuária, para embarque no mês de fevereiro/21 e pagamento em meados de abril/21, havia indicações na faixa de R$ 97. Na região Oeste, negócios ocorrendo na faixa de R$ 91 a R$ 92 para embarque e pagamento em meados de abril/maio. Segundo rumores, aproximadamente 250 mil toneladas foram comercializadas ao longo do dia no estado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em alta no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 2,15% no grão, de 3,55% no farelo e de 1,76% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,5575 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,4325 por bushel, com alta de 17,75 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 23,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento julho/20 operava com ganhos de 21 pontos, com negócios a US$ 8,5375 por bushel.

• Compras técnicas e expectativa de retomada das exportações americanas, em decorrência da recente queda nos preços,sustentaram as cotações.

• Uma série de fatores contribuiu para a elevação. Entre eles, destaque para a perspectiva de maior compra de farelo pelos fabricantes de ração, a alta consistente do petróleo e o fechamento de alguns portos argentinos, tornando a oferta ainda mais apertada.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 631.600 toneladas na semana encerrada em 12 de março. Representa uma elevação leve frente à semana anterior e um avanço de 71% ante à média das últimas quatro semanas. Destinos não revelados lideraram as importações, com 211.500 toneladas.

• Para a temporada 2020/21, são mais 69.600 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 400 mil a 750 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).


CHINA A China deverá importar 86 milhões de toneladas de soja em grão na temporada 2020/21, superando as 84 milhões de toneladas projetadas para 2019/20. A previsão foi feita pelo adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA), em Beijing. O aumento na demanda, segundo documento liberado hoje, é reflexo da recuperação na produção de suínos, após o impacto da peste suína africana (PSA). A produção de óleos vegetais no país deverá cair devido ao corte na demanda por parte de restaurantes e hotéis, em meio aos impacto da pandemia do coronavírus.


CÂMBIO O dólar comercial fechou a sessão em queda de 1,99%, sendo negociado a R$ 5,0970 para venda e a R$ 5,0950 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0850 e a máxima de R$ 5,2120. A divisa norte-americana fechou em forte queda, com a moeda tendo o melhor desempenho entre as moedas de países emergentes na sessão. Porém, encerrou pelo quarto pregão seguido acima do patamar de R$ 5,00. Na sessão, as intervenções do Banco Central (BC) com leilões de linha e de venda de dólares no mercado à vista. Além disso, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) declarou que estabeleceu uma linha de swap cambial com a autoridade monetária brasileira.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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