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Informativo Diário

24/06/2020

COM FORTE QUEDA DO DÓLAR, MERCADO INICIA A SEMANA TRAVADO

Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja iniciou a semana pouco movimentado nas principais praças de negociação do país. O câmbio enfileirou a terceira sessão seguida de perdas, atingindo os níveis de R$ 5,13 por dólar ao longo do dia. Em Chicago, a commodity teve um dia volátil, encerrando com leve queda. Diante disso, com preços pouco atrativos e mercado físico pouco ofertado, o dia foi de negócios escassos no país.

RS: preços de estáveis a mais baixos e mercado calmo no estado. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, as indicações ficaram na faixa de R$ 104 por saca CIF Rio Grande. Para embarque e pagamento em meados de agosto deste ano, o comprador sinaliza em torno de R$ 114,00.

PR: pouca movimentação no estado e cotações recuando. Para embarque e pagamento em abril/21, as indicações estavam na faixa de R$ 103 por saca CIF região portuária. Para embarque e pagamento em julho deste ano, o comprador sinaliza em torno de R$ 110 CIF Paranaguá.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em queda no óleo na terça-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,14% no grão, 0,06% no farelo e 0,63% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 do grão atingiu a máxima de US$ 8,79 por bushel.No final da sessão,trocou de mãos a US$ 8,75 por bushel.

• As boas condições das lavouras americanas e a perspectiva de uma safra cheia pressionaramas cotações.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 21 de junho, 70% estavam entre boas e excelentes -condições - o mercado esperava 71% -, 25% em situação regular e 5% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, osíndices eram de 72%, 24% e 4%, respectivamente.

• Até 21 de junho, a área plantada estava apontada em 96%. O mercado esperava o número em 97%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 93% da área. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 83%. A média é de 93%.

• O mercado também avaliou as novas tensões comerciais entre China e Estados Unidos. Notícias desencontradas trouxeram ao mercado dúvidas sobre o atual acordo entre os dois países. Mas novas vendas por parte de exportadores privados e o esclarecimento de que o acordo está valendo limitaram as perdas hoje.


CHINA O governo norte-americano voltou a considerar romper os laços com a China mais uma vez. Agora foi o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que indicou a possibilidade de ruptura em um momento de sinais mistos sobre a relação comercial entre as duas maiores economiado mundo. "Podemos nos desconectar da China se não houver um ambiente justo para o comércio", disse Mnuchin durante evento promovido pela Bloomberg. No entanto, essa não é a primeira vez que autoridades norte-americanas ameaçam uma ruptura com Pequim. Na semana passada, o presidente Donald Trump disse que romper totalmente com a China era sempre uma opção.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 2,20%, sendo negociado a R$ 5,1520 para venda e a R$ 5,1500 para compra. Durante o dia, a moeda norteamericana oscilou entre a mínima de R$ 5,1360 e a máxima de R$ 5,2270. A divisa norte-americana recuou significativamente, engatando a terceira queda seguida, em sessão de forte apetite por risco no exterior após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desmentir um assessor da Casa Branca sobre o acordo comercial com a China e afirmar que o tratado "está intacto". O resultado de indicadores econômicos do mês na Europa e nos Estados Unidos também animou investidoresno exterior.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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