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Informativo Diário

13/03/2020

EM DIA CONTURBADO, PREÇOS DA SOJA AVANÇAM E BOM VOLUME DE NEGÓCIOS É REGISTRADO NO PAÍS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja esteve bastante agitado nas diversas praças de negociação do país. A oleaginosa teve um dia bastante confuso. Durante o melhor momento do dia, quando a moeda norte-americana atingia os níveis de R$ 5,02 por dólar, houve bastante movimentação e um bom volume de negócios foi reportado. Porém, na parte da tarde o câmbio perdeu a força, os preços recuaram e a comercialização reduziu o ritmo no país. Em Chicago, a commodity chegou a atingir a mínima de US$ 8,52 por bushel no contrato maio/20. Diante disso, segundo rumores, aproximadamente 700 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia.

RS: as cotações seguem avançando no estado e o mercado esteve bastante agitado. Na região portuária, na melhor parte do dia, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 100 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de junho/21. Ainda na região, para embarque curto e pagamento em meados de abril deste ano, havia indicações na faixa de R$ 98/saca CIF. Na região de Passo Fundo, na melhor parte do dia, o comprador oferecia até R$ 94 para embarque e pagamento em meados de junho deste ano. Segundo rumores, aproximadamente 300 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no estado.

PR: preços avançando e bons negócios registrados. Em Paranaguá, no melhor momento do dia, as indicações estavam na faixa de R$ 95 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de maio deste ano. No total, cerca de 200 mil toneladas foram negociadas.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e mistos no farelo na quinta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 1,46% no grão e de 4,21% no óleo, e ganhos de 0,91% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,7275 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,5950 por bushel, com queda de 13,75 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 22 pontos nos principais vencimentos. O vencimento julho/20 operava com perdas de 20 pontos, com negócios a US$ 8,6050 por bushel.

• O mercado sentiu o movimento de aversão ao risco por conta da pandemia do coronavírus, que trouxe um forte impacto nos preços do petróleo e provocou perdas acentuadas nos mercados acionários e de commodities. A fala do presidente Donald Trump indicando que poderá declarar emergência nacional por conta do surto do novo coronavírus, também influenciou negativamente, assim como o sentimento de uma fraca demanda para a oleaginosa norte-americana.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 302.800 toneladas na semana encerrada em 05 de março. Representa uma retração de 12% frente à semana anterior e um recuo de 34% ante à média das últimas quatro semanas. O Japão liderou asimportações, com 120.000 toneladas.

• Para a temporada 2020/21, são mais 1.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 150 mil a 750 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 


CHINA Desde ontem, o número de mortes na China causadas por infecção pelo novo coronavírus subiu em 11, para 3.169, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde do país, em comunicado. Ao todo, 80.793 casos foram confirmados em 31 províncias chinesas, e há 253 casos suspeitos. Segundo as autoridades de saúde do país, 10 das novas mortes relatadas ocorreram na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. Apenas em Wuhan foram confirmadas 7 novas mortes.


CÂMBIO O dólar comercial fechou a sessão em alta de 1,25%, sendo negociado a R$ 4,7790 para venda e a R$ 4,7770 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento de segunda-feira, dia 9, quando ficou a R$ 4,7270 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,7510 e a máxima de R$ 5,0290. A divisa norte-americana em mais uma sessão de pânico generalizado nos ativos globais em meio à escalada do coronavírus, no qual a moeda abriu os negócios acima de R$ 5,00 pela primeira vez na história. Patamar que levou o Banco Central (BC) a atuar no mercado por quatro vezes com venda de dólares no mercado à vista.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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