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Informativo Diário

06/06/2019

COM FORTE QUEDA EM CHICAGO, SOJA TEM DIA DE PREÇOS MISTOS E POUCOS NEGÓCIOS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja permanece pouco agitado nas diversas praças de negociação do país. Com perdas de até 12,5 pontos nos principais vencimentos em Chicago, as cotações da oleaginosa tiveram oscilação mista no mercado doméstico. Porém, a firmeza do dólar frente ao real possibilitou que alguns negócios fossem registrados no Sul. Conforme rumores, aproximadamente 80 mil toneladas de soja gaúcha trocaram de mãos, enquanto no Paraná cerca de 40 mil foram negociadas. As cotações dos fretes com origem em Querência/MT com destino aos portos do Norte apresentaram queda na semana.

RS: segundo rumores, aproximadamente 80 mil toneladas foram negociadas ao longo do dia e as cotações ficaram de estáveis a mais baixas no estado.

PR: cerca de 40 mil toneladas negociadas no estado e preços de estáveis a mais altos.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo nesta quarta-feira. Nas posições spot, perdas de 1,36% no grão, de 1,02% no farelo e de 0,98% no óleo.

• Apesar do atraso no plantio nos Estados Unidos, o mercado optou por realizar lucros, determinando a forte baixa.

• Os boletins meteorológicos apontam uma melhora regional das condições climáticas nos Estados Unidos nessa semana, abrindo uma janela de plantio para a soja. "Janela de plantio está aberta por 10 dias. Nos prazos normais, não haverá dano a produtividade", especula o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, acrescentando que se o clima se normalizar e o plantio se estender até agosto, o potencial de produção é normal.

• E o mercado teve uma sessão de realização de lucros. "Além dos fortes ganhos recentes, que abriram espaço para correções técnicas negativas, o mercado também reflete negativamente a ameaça dos EUA em elevar tarifas sobre produtos mexicanos", acrescenta o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.


CHINA O vice-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), David Lipton, afirmou que a renovação das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China representa uma fonte de incerteza sobre o sentimento da economia chinesa. "Depois da desaceleração em 2018, o crescimento da economia chinesa estabilizou no início de 2019 refletem um vasto leque de apoio político. A renovação das tensões comerciais, no entanto, representa uma fonte significativa de incerteza que está pesando sobre o sentimento", afirmou.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,98% no mercado à vista, cotado a R$ 3,8960 para venda, influenciado pelo movimento de correção após três pregões seguidos de queda. Na reta final dos negócios, a moeda estrangeira acelerou os ganhos, renovando máximas sucessivas a R$ 3,9040 (+1,19%) reagindo aos rumores de que o governo estaria discutindo a flexibilização do teto dos gastos públicos após a possível aprovação da reforma da Previdência. "Se realmente tiver essa flexibilização, o país terá uma aceleração do endividamento público e estará na contramão das ações recentes do governo para melhorar a dinâmica desse endividamento, entre elas, a proposta da reforma da Previdência", avalia o economista-chefe do banco Haitong, Flávio Serrano.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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