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Informativo Diário

11/06/2019

SOJA INICIA SEMANA COM PREÇOS PREDOMINANTEMENTE ESTÁVEIS E POUCOS NEGÓCIOS REGISTRADOS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana calmo nas diversas praças de negociação do país. Apesar de registrar bons ganhos até o meio-pregão, a oleaginosa perdeu a força em Chicago e encerrou abaixo dos US$ 8,60 por bushel. A moeda norte-americana também teve um dia volátil, fechando com ligeiros ganhos. Diante disso, as cotações ficaram predominantemente estáveis no mercado doméstico e poucos negócios foram reportados ao longo do dia no país.

RS: as cotações ficaram inalteradas no estado. Segundo rumores, aproximadamente 30 mil toneladas de soja gaúcha trocaram de mãos ao longo do dia.

PR: mercado calmo no estado. Os preços avançaram no estado e, conforme rumores, poucos negócios foram reportados ao longo do dia.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no farelo, e mistos no óleo nesta segunda-feira. Nas posições spot, ganhos de 0,26% no grão e de 0,35% no farelo. O óleo encerrou estável.

• O bom resultado das inspeções de exportação dos Estados Unidos e o posicionamento das carteiras visando o relatório de amanhã do USDA garantiram a alta.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 714.627 toneladas na semana encerrada no dia 6 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam 550 mil toneladas.

• Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 510.482 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 675.621 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 34.949.342 toneladas, contra 47.489.177 toneladas no acumulado do anosafra anterior.

• O Departamento deverá indicar redução na estimativa para a safra americana de soja em 2019/20. O relatório de junho do Departamento será divulgado nesta terça, 11, às 13hs.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará produção americana em 2019 de 4,092 bilhões de bushels, contra 4,150 bilhões indicadas em maio e 4,544 bilhões do ano anterior.

• Em relação aos estoques de passagem, o USDA deverá elevar a sua estimativa para 2018/19 de 995 milhões para 1,01 bilhão de bushels. Para a temporada 2019/20, o carryover deve subir de 970 milhões de bushels para 987 milhões.

• Os estoques globais da oleaginosa deverão ser reduzidos de 113,2 milhões de toneladas para 113,1 milhões de toneladas em 2018/19. Para a próxima temporada, a expectativa é de estoques de 114,7 milhões, contra 113,1 milhões projetados em maio.

• O mercado também deverá prestar atenção aos dados de produção na América do Sul em 2018/19. A safra brasileira deverá ficar praticamente inalterada, na casa de 117 milhões de toneladas. O USDA, no entanto, poderá elevar sua previsão para a Argentina, passando de 56 milhões para 56,1 milhões de toneladas.


CHINA O presidente norte-americano, Donald Trump, disse acreditar que a China fará um acordo comercial com os Estados Unidos porque terá que fazer isso, após Washington aplicar uma série de tarifas a produtos importados chineses. "Neste momento, a China está sendo absolutamente dizimada pelas empresas que estão deixando a China, indo para outros países, incluindo o nosso, porque eles não querem pagar as tarifas", disse Trump, em entrevista à "CNBC". A China vai "fazer um acordo porque vai ter que fazer um acordo", acrescentou Trump. No início de maio, o presidente norte-americano decidiu aumentar de 10% para 25% as tarifas a US$ 200 bilhões em bens importados da China, e anunciou novas taxas a produtos antes isentos, no valor de cerca de US$ 300 bilhões.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,18% no mercado à vista, cotado a R$ 3,8850 para venda, em dia de forte oscilação da moeda estrangeira influenciado pelo volume de negócios baixo, além do desempenho mais forte no exterior frente a algumas divisas ligadas às commodities. No cenário doméstico, ruídos envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, também movimentou o mercado. O diretor de uma corretora nacional comenta que os rumores a respeito de Moro levaram a um movimento de proteção. "Ajudou também para esse movimento uma agenda política forte na semana, com a votação de crédito suplementar para o governo federal e a apresentação do relatório da reforma da Previdência [prevista para quinta-feira]", comenta o diretor.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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