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Informativo Diário

29/10/2020

APESAR DE CHICAGO, PREÇOS SEGUEM REGIONALIZADOS E MELHORES NEGÓCIOS SÃO REPORTADOS COM SOJA

Na quarta-feira, o mercado interno de soja apresentou melhor movimentação nas principais praças de negociação do país. Apesar da firme queda em Chicago, que fechou com 25 pontos de baixa, os preços seguem regionalizados no mercado doméstico e negócios moderados foram reportados ao longo do dia. A firmeza do câmbio também segue pressionando os preços físicos. Com o avanço dos trabalhos de semeadura, o produtor passa a se sentir mais confortável para voltar a negociar. Ao todo, pelo menos 50 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país.

RS: dia de preços mistos e mercado lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 143 por saca. No interior do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 172 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de dezembro deste ano.

PR: cotações mistas no estado e mercado pouco movimentado. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações de compra na faixa de R$ 139 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 177 por saca no disponível.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 2,31% no grão, de 1,90% no farelo e de 2,02% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 10,8175 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 10,5725/bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 16 pontos nos principais vencimentos. O vencimento janeiro/21 operava com perdas de 14,50 pontos, com negócios a US$ 10,62 por bushel.

• Com os casos de coronavírus aumentando no mundo todo, o clima de aversão ao risco tomou conta do mercado financeiro internacional, com reflexos para as commodities.

• Após atingir o maior patamar em mais de quatro anos na segunda, a soja acompanhou o desempenho de outras commodities. O petróleo caiu mais de 6%. As bolsas de valores despencaram e o dólar subiu contra outras moedas. Diante desse cenário, os agentes optaram por realizar lucros.

• Uma série de fatores ajudou nessa correção acentuada dos preços da oleaginosa: a falta de acordo nos Estados Unidos sobre um pacote de ajuda à economia e também a proximidade das eleições americanas. O avanço do plantio no Brasil e a ausência de compras da China no mercado americano completaram o quadro baixista para as cotações.


ARGENTINA O ministro do Desenvolvimento Produtivo da Argentina, Matías Kulfas, disse hoje que a economia do país mostra "sinais claros de recuperação" em alguns setores produtivos. Nesse sentido, o responsável referiu-se ao sector industrial, sobre o qual afirma que se observam "recuperações significativas", com níveis semelhantes aos anteriores à pandemia.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em forte alta de 1,44% no mercado à vista, cotado a R$ 5,7650 para venda, no maior valor de fechamento desde 15 de maio (quando encerrou a R$ 5,8410), em sessão de aversão ao risco no exterior reagindo ao endurecimento das medidas de isolamento social na Europa, como na Alemanha e na França, diante o avanço do novo coronavírus no continente, o que eleva as incertezas em relação à recuperação econômica da zona do euro e global.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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