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Informativo Diário

12/08/2020

COM ESCASSEZ DE OFERTA E DEMANDA FIRME, PREÇOS DA SOJA CONTINUAM AVANÇANDO NO MERCADO FÍSICO

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu calmo nas diferentes praças de negociação do país. Apesar do recuo significativo do câmbio, os preços seguem firmes no mercado físico. A combinação da escassez de produto, necessidade da indústria e postura retraída da ponta vendedora segue sustentando as cotações no mercado físico. Na sessão de hoje, rumores de novos negócios para 2022 na faixa de R$ 110 e R$ 111 por saca nas regiões portuárias do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

RS: mercado calmo e preços de estáveis a mais altos no estado. Na região portuária, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações na faixa de R$ 112 por saca CIF Rio Grande. Para embarque imediato e pagamento em meados de setembro deste ano, havia possibilidade de negócios até R$ 127 por saca CIF, porém sem contrapartida de venda.

PR: preços de estáveis a mais altos e mercado calmo. Para embarque em março/21 e pagamento em abril/21, indicações na faixa de R$ 111 por saca CIF região portuária. Na região oeste do estado, indicações nominais entre R$ 121 e R$ 121,50 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de setembro/outubro deste ano, porém as pedidas permanecem na faixa de R$ 123 por saca.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, e em queda no farelo e no óleo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,17% no grão, e perdas de 0,07% no farelo e de 0,41% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato agosto/20 do grão atingiu a máxima de US$ 8,7950 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 8,78 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 3 pontos nos principais vencimentos. O vencimento setembro/20 operava com ganhos de 1,25 pontos, com negócios a US$ 8,7125 por bushel.

• O dia foi de consolidação, com os agentes buscando posicionar carteiras frente ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

• O Departamento deverá elevar a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. O relatório de agosto do Departamento será divulgado às 13hs da quarta, 12.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,278 bilhões de bushels. Em julho, o número era de 4,135 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, a aposta é de 527 milhões de bushels para 2020/21. Em julho, o número ficou em 425 milhões. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir sua previsão de 620 milhões para 615 milhões de bushels.

• Hoje, parte dos contratos recebeu suporte da boa demanda pela soja americana, com os exportadores privados vendendo mais 132 mil toneladas para a China. Em contrapartida, a melhora nas condições das lavouras americanas pressionou. Segundo o USDA, 74% das lavouras estão entre boas e excelentes condições. O mercado esperava número de 72%.


CHINA Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132.000 toneladas de soja para a China. A entrega está programada para a temporada 2020/21. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100 mil toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.


CÂMBIO O dólar comercial não se rendeu a notícia de que o pacote de estímulo nos Estados Unidos não será aprovado tão logo, o que fez com que as Bolsas norteamericanas e brasileira caíssem. Com isso, o dólar recuou 0,95%, cotado a R$ 5,4160 para venda, refletindo a descoberta de uma vacina contra a covid-19.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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