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Informativo Diário

06/08/2019

COM FORTE ALTA DO DÓLAR, PREÇOS DA SOJA SEGUEM AVANÇANDO E BONS NEGÓCIOS SÃO REPORTADOS NO PAÍS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana mantendo o bom ritmo de negociações nas diferentes praças de negociação do país. A moeda norte-americana atingiu a máxima de R$ 3,9680 ao longo do pregão, contribuindo para o avanço das cotações no mercado doméstico. Os prêmios também tiveram um dia positivo, impulsionando os preços e resultando em aproximadamente 500 mil toneladas de soja negociadas ao longo do dia no país.

RS: mercado mantendo boa movimentação e as cotações seguem avançando. Segundo rumores, aproximadamente 150 mil toneladas foram negociadas ao longo do dia no estado. No porto de Rio Grande, houve indicações na faixa dos R$ 84 para pagamento no mês de setembro.

PR: dia de preços firmes e bons volumes negociados. Conforme informações, cerca de 100 mil toneladas de soja paranaense trocaram de mãos ao longo do dia.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, em alta no farelo e em queda no óleo na segundafeira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,85% no farelo e perdas de 1,53% no óleo. O grão encerrou estável.

• As primeiras posições subiram, sustentadas pelos ganhos do petróleo e do milho, além das boas inspeções de exportação dos Estados Unidos. As posições mais distantes foram pressionadas pelas tensões comerciais entre EUA e China com o país asiático desvalorizando a moeda local e suspendendo as compras dos produtos agrícolas norte-americanos.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.029.010 toneladas na semana encerrada no dia 1o de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.064.335 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 893.648 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 41.373.961 toneladas, contra 52.774.581 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.


CHINA As empresas chinesas suspenderam a compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos, e o Conselho de Estado da China não descarta aplicar tarifas a estes produtos, disse o Ministério do Comércio chinês, em comunicado. "Os Estados Unidos anunciaram que pretendem impor uma tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões às exportações chinesas para os Estados Unidos. Esta é uma violação grave da reunião entre os chefes de estado da China e dos Estados Unidos", diz a nota. "A Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado não descartará tarifas de importação sobre os produtos agrícolas norte-americanos recémcomprados depois de 3 de agosto, e as empresas chinesas relacionadas suspenderam a compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos". Ainda segundo o comunicado, a China tem grande capacidade de mercado e perspectiva promissora para a importação de produtos agrícolas de alta qualidade dos Estados Unidos, e a expectativa é de que os Estados Unidos implementem "os compromissos de criar as condições necessárias para a cooperação nos campos agrícolas entre os dois países".


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,61% no mercado à vista, cotado a R$ 3,9560 para venda - na sexta alta consecutiva e no maior fechamento desde 30 de maio quando encerrou os negócios a R$ 3,9800 - reagindo ao acirramento dos conflitos comerciais entre Estados Unidos e China com retaliações do país asiático e declarações do presidente norte-americano, Donald Trump. O diretor de câmbio de uma corretora nacional destaca "um forte sentimento" de aversão ao risco motivado pelos novos sinais de piora nas relações comerciais entre norte-americanos e chineses que pode se estender para uma guerra cambial. Após o governo chinês desvalorizar a moeda chinesa para além do nível-chave de 7 iuanes por dólar, Trump acusou o país asiático de "manipulação de moeda".


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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