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Informativo Diário

17/12/2020

MERCADO DE SOJA PERMANECE ARRASTADO E PREÇOS CONTINUAM NOMINAIS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja continuou travado nas principais praças de negociação do país. Na sessão de hoje, a commodity voltou a se aproximar dos níveis de US$ 12,00 por bushel em Chicago, mas perdeu força e encerrou praticamente estável. Já o câmbio fechou no campo positivo, contribuindo para o avanço das cotações na safra nova no sul do país. O mercado permanece vazio de ofertas e os agentes continuam distantes das negociações, mantendo o foco na finalização dos trabalhos de plantio.

RS: o mercado permanece travado e os preços avançaram no estado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 144 por saca no melhor momento do dia. No interior do estado, havia possibilidade de negócios entre R$ 140 e R$ 142 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de dezembro/janeiro, porém sem contrapartida de vendas.

PR: dia de negócios escassos e cotações nominais. Para embarque e pagamento em meados de fevereiro/21, indicações de compra na faixa de R$ 141 por saca CIF na região portuária, também no melhor momento do dia. Na região oeste, indicações de compra até R$ 140 por saca no disponível, porém não houve registro de volumes significativos comercializados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e mistos no farelo na quarta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,04% no grão e de 0,35% no óleo, e ganhos de 1,62% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 11,9450 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 11,8375/bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 4,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/21 operava com ganhos de 3,75 pontos, com negócios a US$ 11,9250 por bushel.

• Com sinais de boa demanda nos Estados Unidos, ainda reflexo do forte processamento de novembro, e em meio a incertezas com o clima na América do Sul, janeiro testou a barreira de US$ 12,00 por bushel. Mas o movimento perdeu força e os agentes corrigiram tecnicamente.

• As preocupações com a greve de esmagadores na Argentina ajudaram na sustentação do mercado em boa parte do dia. Os fundos e especuladores, no entanto, buscam um melhor posicionamento frente ao relatório de exportações semanais que será divulgado amanhã pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão do mercado oscila entre 200 mil e 900 mil toneladas.


CHINA O departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções e empresas sediadas na China e nos Emirados Árabes Unidos, acusando-as de apoiar a venda de produtos petroquímicos provenientes do Irã. Segundo comunicado, quatro entidades estão sendo penalizadas por facilitar a exportação de petróleo iraniano pela Triliance Petrochemical Company, que foi atingida por sanções de Washington no início deste ano.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,41% no mercado à vista, cotado a R$ 5,1070 para venda, em sessão volátil e descolado do exterior, com o mercado local elevando o sentimento de cautela com o cenário fiscal após a aprovação do texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 no Congresso, no início da tarde. Além da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), uma pesquisa mostra que a popularidade de Jair Bolsonaro caiu.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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