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Informativo Diário

21/10/2019

DÓLAR TEM FORTE QUEDA, PREÇOS DA SOJA RECUAM E MERCADO ENCERRA SEMANA EM RITMO LENTO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana pouco movimentado nas diferentes praças de negociação do país. A moeda norte-americana teve um dia de fortes perdas, no maior recuo percentual desde o início do mês de setembro, quando caiu 1,79% (R$ 4,1090). Em Chicago, as notícias positivas acerca da questão comercial entre os EUA e China sustentaram as cotações e a oleaginosa encerrou com ligeiros ganhos. Desta forma, os preços tiveram oscilação mista no mercado doméstico e poucos lotes foram comercializados ao longo do dia. Os trabalhos de plantio da nova safra brasileira de soja evoluem e chegam a 19,5% da área total esperada no país.

RS: mercado encerrando a semana calmo e preços avançando na safra nova. No porto de Rio Grande, havia possibilidade de negócios na faixa dos R$ 89 por saca para entrega no mês de maio/19 e pagamento em junho/20, mas sem contrapartida de venda.

PR: os preços recuaram no estado e pouca movimentação foi registrada. Na região portuária do estado, havia possibilidade de negócios na faixa dos R$ 87 por saca para entrega no mês de fevereiro/20 e pagamento em abril/20, mas sem volumes relevantes negociados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no farelo, e mistos no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,26% no grão e 0,55% no farelo, e perdas de 0,09% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/19 atingiu a máxima de US$ 9,3850 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,34 por bushel, com alta de 2,5 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 4,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 avançava 4,5 pontos, com negócios a US$ 9,6150 por bushel.

• A expectativa em torno de um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos e os números para as exportações semanais sustentaram as cotações.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.700.000 toneladas na semana encerrada em 10 de outubro. A China liderou as importações, com 850.500 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 800 mil a 1,7 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

• O assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, apontou nesta sexta-feira para o fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em novembro, no Chile, enquanto o governo Trump procura formalizar a "fase um" de seu pacto comercial com a China, informou a agência Reuters Brasil.

• "Estamos no caminho certo para o Chile e a reunião dos dois presidentes em meados de novembro. E o plano é ter um acordo, para ver o que acontece", disse Navarro em entrevista à Fox Business Network, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente chinês, Xi Jinping.


CHINA O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,0% no terceiro trimestre deste ano ante o mesmo período de 2018, seu menor nível desde o primeiro trimestre de 1992, após a alta de 6,2% no segundo trimestre. Os dados são do departamento oficial de estatísticas do país. O crescimento do PIB chinês veio abaixo da projeção dos analistas, que esperavam alta de 6,1%. A meta do governo é manter o crescimento entre 6% e 6,5% em 2019. Em base trimestral, o PIB da China aumentou 1,5% no terceiro trimestre.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com queda de 1,24%, sendo negociado a R$ 4,1210 para venda e a R$ 4,1190 para compra, no maior recuo percentual desde 4 de setembro quando caiu 1,79% (R$ 4,1090). Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1120 e a máxima de R$ 4,1650. Na semana, o dólar comercial registrou alta de 0,61%. A divisa norte-americana recuou acompanhando o enfraquecimento generalizado da moeda digerindo fatores externos e internos, como correção e fluxo.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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