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Informativo Diário

16/12/2020

EM RITMO DE FINAL DE ANO, SOJA TEM DIA DE PREÇOS REGIONALIZADOS E MERCADO TRAVADO

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu lento nas diferentes praças de negociação do país. A commodity teve uma sessão bastante volátil, iniciando o dia com ligeiras perdas, chegando ao meio-pregão com ganhos significativos e fechando acima dos US$ 11,80 por bushel em Chicago. O câmbio operou no campo negativo, neutralizando parte dos ganhos da bolsa e encerrando abaixo de R$ 5,10 por dólar. Já em ritmo de final de ano e com preços pouco atrativos, os agentes permanecem distantes das negociações e a comercialização da oleaginosa permanece travada no país.

RS: cotações nominais e mercado bastante lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 141 por saca no melhor momento do dia. No interior do estado, havia possibilidade de negócios entre R$ 139 e R$ 140 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de dezembro/janeiro, porém sem contrapartida de vendas.

PR: mercado pouco ofertado e preços nominais. Para embarque no mês de março/21 e pagamento em meados de abril/21, indicações de compra na faixa de R$ 138 por saca CIF na região portuária, também no melhor momento do dia. Na região oeste, indicações de compra até R$ 140 por saca no disponível, porém não houve registro de volumes significativos comercializados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,26% no grão, de 1,97% no farelo e de 1,18% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 11,8575 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 11,8425/bushel.

• O mercado já havia mudado de direção, diante do sentimento de otimismo pela boa demanda mundial pela oleaginosa. A força do petróleo e a queda do dólar em relação a outras moedas - com possível pacote de estímulos nos Estados Unidos - também influenciam positivamente. Os ganhos foram acelerados após a divulgação dos esmagamentos norte-americanos, levando o grão a se aproximar das máximas do dia.

• A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 181,02 milhões de bushels em novembro, ante 185,25 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 180 milhões.

• A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em novembro somaram 1,558 bilhão de libras, ante o esperado - 1,548 bilhão. No mês anterior, foram 1,487 bilhão de libras.

• As exportações de farelo de soja pelos Estados Unidos totalizaram 1.081.653 toneladas em novembro. No mês anterior, foram 945.835 toneladas.


CHINA A produção industrial da China subiu 7,0% em novembro na comparação com igual período do ano anterior, após a alta de 6,9% registrada em outubro, marcando o maior avanço de 2020, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês anterior, a produção industrial da China subiu 1,03% em novembro, depois da alta de 0,78% de outubro (dado revisado).


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,76% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0860 para venda, acompanhando o movimento externo positivo para as moedas de países emergentes e ligadas às commodities em meio ao enfraquecimento da divisa norte-americana com investidores otimistas com o início da vacinação contra a covid-19 nos Estados Unidos, apesar do avanço de contaminações no país.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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