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Informativo Diário

11/12/2019

EM DIA DE USDA, COTAÇÕES DA SOJA FICAM DE ESTÁVEIS A MAIS BAIXAS E MERCADO PERMANECE EM RITMO LENTO NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu calmo nas diferentes praças de negociação do país. Em dia de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado foi marcado pelo viés de cautela dos agentes. Em Chicago, a oleaginosa operou próxima à estabilidade após a divulgação do relatório e encerrou com ligeiros ganhos, sendo o sexto consecutivo. Já a moeda norte-americana, interrompeu uma sequência de seis quedas seguidas e fechou no campo positivo. Os prêmios voltaram a recuar, fechando na faixa de US$ 0,55 a US$ 0,63 por bushel, o que contribuiu para o recuo dos preços nos portos. Diante disso, com cotações pouco atrativas, os negócios com soja permanecem escassos no país.

RS: as cotações recuaram no estado e não foram reportados negócios relevantes ao longo do dia. Na região de Passo Fundo, o comprador sinalizava R$ 85,50 por saca CIF para embarque e pagamentocurtos.

PR: houve queda nos preços e o mercado permanece em ritmo lento no estado. Na região portuária, as indicações estavam na faixa de R$ 89 por saca CIF para embarque imediato e pagamento em meados de janeiro/20, mas sem contrapartida de vendas.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,44% no grão, 0,06% no farelo e de 0,35% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato janeiro/20 atingiu a máxima de US$ 9,0225 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,0125 por bushel, com alta de 4 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 0,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 operava com ganhos de 0,5 pontos, com negócios a US$ 9,1225 por bushel.

• Em dia de USDA neutro, o possível adiamento da imposição de novas tarifas a partir do dia 15 na guerra comercial entre chineses e americanos determinou a sexta sessão consecutiva de ganhos.

• O relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou safra de soja americana inalterada na comparação com os números de novembro. Os estoques também foram mantidos, enquanto o mercado apostava em leve corte.

• A produção 2019/20 está estimada em 3,550 bilhões de bushels, ou 96,62 milhões de toneladas, repetindo a projeção de novembro. Para 2018/19, a previsão foi mantida em 4,428 bilhões ou 120,5 milhões de toneladas.

• Os estoques finais em 2019/20 estão projetados em 475 milhões de bushels, o equivalente a 12,93 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em número em torno de 12,85 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 475 milhões de bushels.

• O relatório projetou safra mundial de soja em 2019/20 de 337,48 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 336,56 milhões. Os estoques finais estão estimados em 96,4 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 96,2 milhões de toneladas. Em novembro, a previsão era de 95,4 milhões.

• A projeção do USDA aposta em safra americana de 96,6 milhões de toneladas, repetindo novembro. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 123 milhões de toneladas. A Argentina deverá produzir 53 milhões de toneladas, números também inalterados.


CHINA Os negociadores comerciais dos Estados Unidos e da China estão preparando as bases para adiar a nova rodada de tarifas prevista para entrar em vigor em 15 de dezembro, segundo autoridades de ambos os lados, enquanto continuam discutindo sobre como fazer com que Pequim se comprometa com compras maciças de produtos agrícolas norte-americanos. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". Nos últimos dias, autoridades de Pequim e Washington sinalizaram que domingo não é a data final para alcançar a chamada primeira fase do acordo - mesmo que essa seja a data que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu para aumentar tarifas à US$ 165 bilhões em produtos chineses.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,41%, sendo negociado a R$ 4,1490 para venda e a R$ 4,1470 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1340 e a máxima de R$ 4,1520. A divisa norte-americana interrompeu a sequência de seis pregões seguidos de queda, em viés de cautela antes das últimas decisões de política monetária do ano do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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