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Informativo Diário

26/11/2020

DÓLAR E CHICAGO RECUAM E MERCADO DE SOJA PERMANECE TRAVADO NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja continuou travado nas principais praças de negociação do país. O câmbio teve mais uma sessão de queda acentuada, retornando aos patamares de R$ 5,30 por dólar. Um dia antes do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, as cotações da commodity voltaram a recuar em Chicago, se afastando ainda mais dos níveis de US$ 12,00 por bushel. Com os principais referenciais no campo negativo, a oleaginosa teve mais um dia arrastado no mercado físico, com preços mais fracos e sem negócios aparentes. O foco dos agentes permanece nos trabalhos de plantio, que já estão sendo finalizados em boa parte das regiões. No estado de Goiás, a escassez de chuvas ainda preocupa.

RS: preços mais fracos e mercado travado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 148 por saca. No interior do estado, havia possibilidade de negócios entre R$ 152 e R$ 153 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de dezembro/janeiro, porém sem contrapartida de vendas.

PR: mercado vazio de ofertas e cotações nominais. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações de compra na faixa de R$ 147 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra até R$ 162 por saca no disponível, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no farelo, e mistos no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,60% no grão e de 0,35% no farelo, e ganhos de 0,31% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 11,9850 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 11,84/bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 7,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/21 operava com perdas de 7 pontos, com negócios a US$ 11,8625 por bushel.

• Na véspera do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos - amanhã não haverá sessão em Chicago -, fundos e especuladores optaram por realizar lucros.

• Esse movimento ganhou força com a notícia veiculada pela agência Reuters de que esmagadores e importadores chineses estariam tentando cancelar compras feitas nos Estados Unidos para embarque em dezembro e janeiro. Com a recente alta de Chicago, as margens desapareceram no mercado chinês, o que que justificaria o cancelamento.

• Chicago reabre na sexta-feira, em uma sessão mais curta e que tende a ter poucos negócios. O destaque da sexta ficará por conta dos números para as vendas líquidas semanas norte-americanas, que serão divulgadas às 10h30min pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).


CHINA O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse ontem esperar que a atividade econômica do gigante asiático retorne a uma "faixa razoável" em 2021 após o impacto da pandemia de covid-19 no crescimento de 2020. As informações são da agência de notícias "Dow Jones".


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 1,06% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3200 para venda, com a moeda operando em baixa por praticamente toda a sessão, em meio ao fluxo de entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira (B3) e em dia mais positivo para as divisas de países emergentes à véspera do feriado nos Estados Unidos. O real foi uma das moedas de melhor desempenho entre as emergentes.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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