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Informativo Diário

16/03/2020

COM DÓLAR VOLÁTIL E TERCEIRA QUEDA SEGUIDA EM CHICAGO, SOJA ENCERRA SEMANA COM PREÇOS MAIS FRACOS E POUCOS NEGÓCIOS REGISTRADOS NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana calmo nas diferentes praças de negociação do país. O dia foi marcado pela cautela dos agentes e pela alta volatilidade da moeda norte-americana, que oscilou entre R$ 4,64 e R$ 4,87 por dólar ao longo do pregão. Em Chicago, a oleaginosa teve mais um dia de fortes perdas, enfileirando o terceiro pregão seguido no campo negativo. Com isso, os preços ficaram de estáveis a mais baixos no mercado doméstico, travando a comercialização. Os trabalhos de colheita da nova safra brasileira de soja têm avanço razoável na semana e chegam a 58,9% da área total esperada.

RS: houve queda nos preços e poucos negócios foram reportados. Na região portuária, as indicações estavam entre R$ 94 e R$ 94,5 por saca CIF para embarque e pagamento até o final do mês. Os trabalhos de colheita seguem avançando e atingem 9% da área estimada para o estado.

PR: cotações recuando e mercado calmo. Em Paranaguá, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 93 por saca CIF para embarque e pagamento até o final do mês, porém poucos negóciosforam registrados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no farelo, e mistos no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 1,25% no grão, de 1,08% no farelo e de 0,03% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,72 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,4875 por bushel, com queda de 10,75 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 8,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento julho/20 operava com perdas de 7,75 pontos, com negócios a US$ 8,58 por bushel.

• O mercado iniciou o dia em alta, acompanhando o petróleo e demais commodities.

• Mas ao longo do dia foi perdendo terreno, fechando com baixas consistentes e acumulando perda de 4,81% na semana, em meio às renovadas preocupações com o coronavírus e seu efeito sobre a economia mundial. As perdas se acentuaram à medida em que aumenta a possibilidade do presidente Trump decretar emergência nacional.


CHINA O Banco do Povo da China (Pboc, o banco central do país) vai reduzir a taxa de depósito compulsório para alguns bancos na tentativa de liberar até US$ 78,2 bilhões em liquidez no sistema financeiro. A medida passa a valer na segunda-feira (16). Em comunicado, o Pboc disse que a taxa de compulsório vai cair de 0,5 a 1,0 ponto porcentual (pp) para bancos que se enquadrarem nas regras de aumento no crédito para pequenas empresas e pessoas com renda baixa, e que para algumas instituições haverá uma redução adicional de 1 pp na taxa de compulsório "para estimular a concessão de empréstimos". Em outro comunicado, a instituição afirma que a redução do compulsório pode reduzir o custo dos empréstimos e, por isso, representa um apoio direto à economia real.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,02%, sendo negociado a R$ 4,8280 para venda e a R$ 4,8260 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento de ontem, a R$ 4,7790 para venda. Durante o dia, a moeda norteamericana oscilou entre a mínima de R$ 4,6460 e a máxima de R$ 4,8790. Na semana, o dólar registrou avanço de 4,18%. A divisa norte-americana avançou renovando a máxima histórica de fechamento e pela primeira vez acima de R$ 4,80, em sessão de forte volatilidade no qual a moeda estrangeira chegou a exibir perdas de 2,7%. Os desdobramentos do coronavírusforam, mais uma vez, a principal notícia do dia.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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