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Informativo Diário

05/06/2020

CHICAGOE DÓLAR AVANÇA ME PREÇOS DA SOJA TÊM ALTA NO MERCADO FÍSICO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja permaneceu calmo nas diversas praças de negociação do país. Em dia de bastante volatilidade, a moeda norte-americana avançou significativamente, atingindo os níveis de R$ 5,14 por dólar ao longo do dia. Em Chicago, a commodity também teve um dia bastante positivo, atingindo a máxima de US$ 8,7325, contribuindo para o avanço das cotações no mercado físico. Porém, os preços permanecem pouco atrativos e o produtorsegue focado na aquisição de insumos.

RS: as cotações avançaram no estado, porém somente negócios pontuais foram reportados. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, as indicações estão na faixa de R$ 103 por saca. Para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano, o comprador sinaliza entre R$ 109 e R$ 110.

PR: mercado calmo e preços firmes. Para embarque e pagamento em meados de março/abril//21, as indicações estavam na faixa de R$ 101 por saca CIF. Para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano, o comprador sinaliza entre R$ 109 e R$ 110.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no farelo, e mistos no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,19% no grão e de 1,22% no farelo, e perdas de 0,14% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 atingiu a máxima de US$ 8,7325 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,6775 por bushel, com alta de 10,25 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 12,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/20 operava com ganhos de 11,25 pontos, com negócios a US$ 8,7025 por bushel.

• Sinais de demanda chinesa pela commodity dos Estados Unidos garantiram a terceira sessão seguida de ganhos.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou hoje nova venda por parte dos exportadores privados para destinos não revelados. Dessa vez, envolvendo 120 mil toneladas. Ontem foram 186 mil toneladas. Para traders, as vendas têm como destino o mercado chinês. Lembrando que na terça foram outras 120 mil toneladas para o país asiático.

• Com a recente queda do dólar frente a outras moedas, incluindo o real, o produto americano se tornou mais atrativo. Mesmo com as tensões geopolíticas entre as duas nações, os compradores chineses não podem abrir mão de aquisições da oleaginosa nos Estados Unidos.

• As exportações semanais americanas ficaram dentro do esperado, mas bem próximo do patamar máximo das expectativas, fato que ajudou a sustentar as cotações. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 495.200 toneladas na semana encerrada em 28 de maio.

• Para a temporada 2020/21, foram 607.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 600 mil a 1,3 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.


CHINA As empresas estatais chinesas cancelaram algumas encomendas de produtos agrícolas exportados pelos Estados Unidos, segundo oficiais da Marinha, em meio a crescentes tensões entre Washington e Pequim devido à forma com que a China está lidando com os protestos a favor de democracia em Hong Kong e com a pandemia do novo coronavírus. As informaçõessão da agência de notícias "Dow Jones". "Uma série de remessas de ração animal, milho, carne de porco, algodão e algumas importações de carne foi rejeitada", disse um executivo sênior de frete chinês com conhecimento de importações agrícolas da China que pediu para não ser identificado e que foi informado da decisão de Pequim. "Os exportadores privados chineses não estão envolvidos nisso, mas pode aumentar, dependendo de como evoluirá o relacionamento entre os Estados Unidos e a China", afirmou o executivo.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,94%, sendo negociado a R$ 5,1330 para venda e a R$ 5,1310 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0270 e a máxima de R$ 5,1420. A divisa norte-americana avançou significativamente, em dia de forte volatilidade com a moeda reagindo ao mercado externo e com movimento de correção técnica local após registrar as mínimas em quase dois meses ontem, ao se aproximar do nível de R$ 5,00.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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