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Informativo Diário

06/10/2020

SOJA COMEÇA A SEMANA EM RITMO LENTO NO MERCADO INTERNO

Na segunda-feira, o mercado interno de soja teve uma sessão com registro de pouca movimentação nas principais praças de negociação do país. Com compradores e vendedores de olho na volatilidade cambial e sem demonstrar interesse, apenas negócios isolados e sem grandes volumes foram reportados em algumas praças, e somente para a safra nova. O restante da safra disponível segue disputado, o que impede grandes ajustes negativos nos preços, mesmo com a queda do dólar. Produtores seguem focados nos trabalhos de plantio, aguardando a chegada de chuvas regulares nos estados da faixa central.

RS: as cotações ficaram estáveis no mercado disponível e um pouco mais fracas no mercado de entrega futura. Na região portuária, indicações de compradores na casa de R$ 151 para outubro e R$ 152 para novembro CIF Rio Grande. Para a safra nova, para embarque e pagamento em meados de maio/21, indicações de compra na faixa de R$ 133 por saca. No interior, indicação de R$ 129 para maio/21.

PR: não houve registro de negócios aparentes em um mercado com indicações mistas e nominais. Para embarque e pagamento entre março e abril 2021, indicações de compra até R$ 132 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 156 por saca no mercado disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam a segunda-feira em alta no grão e no óleo e em queda no farelo. Nas posições spot, ganhos de 0,07% no grão e 2,72% no óleo, e perda de 1,66% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 10,2550 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 10,2150 por bushel.

• A alta do petróleo - cerca de 6% - e a boa demanda pela soja americana garantiram a leve alta. Mas a perspectiva de bom avanço da colheita nos Estados Unidos e o posicionamento de carteiras pré relatório do USDA limitaram a reação e mantiveram as cotações sob pressão em boa parte da sessão.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.667.068 toneladas na semana encerrada no dia 1o de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 1,3 milhão de toneladas.

• Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.296.568 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 1.052.267 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções estão em 6.600.720 toneladas, contra 4.206.806 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

• Após o fechamento do mercado, o USDA indicou um forte avanço na colheita da nova safra dos EUA, o que pode ser fator negativo para a sessão de terça-feira. Até o dia 4 de outubro, 38% da área de soja dos EUA estava colhida, contra uma média de 28% para o período. O USDA indicou também uma manutenção nas condições das lavouras.


ARGENTINA Uma grande diferença cambial não é boa para a economia argentina, e mercados de câmbio como o CCL não refletem a realidade do país, disse o ministro da Economia, Martín Guzmán, durante o fim de semana ,poucos dias após o lançamento de um pacote econômico para tentar aumentar a produção e as exportações para acumular reservas em dólares. O pacote contém uma série de ações para os setores industrial, agroindustrial e da construção. A decisão surge em meio às medidas mais rígidas de restrições ao mercado de câmbio aplicadas pelo Banco Central (BCRA) no final de setembro para tentar evitar o escoamento das reservas da instituição financeira.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em forte queda de 1,65% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5690 para venda, na maior queda percentual desde 1 de setembro, refletindo o otimismo que prevaleceu no exterior em meio à melhora do estado de saúde do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deverá ter alta hospitalar hoje, após ser diagnosticado com covid-19 na semana passada. Aqui, declarações sobre o programa Renda Cidadã animou investidores locais.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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