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Informativo Diário

10/03/2020

EM DIA CAÓTICO, SOJA TEM DIA DE PREÇOS MISTOS E POUCOS NEGÓCIOS REPORTADOS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana pouco agitado nas principais praças de negociação do país. A commodity teve um dia bastante conturbado. Em Chicago, a oleaginosa chegou a atingir os níveis de US$ 8,61 ao longo do pregão, fechando pouco acima desse patamar. Já em relação à moeda norte-americana, fechou na maior alta percentual desde meados de novembro de 2019. Diante disso, os preços tiveram oscilação mista no mercado doméstico. Os agentes, que já garantiram bons negócios nas últimas semanas, demonstramcautela e aguardam melhores condições para voltar a negociar.

RS: preços de estáveis a mais baixos e mercado calmo. Na região portuária, as indicações estavam na faixa de R$ 94 e R$ 94,50, porém sem registro de lotes significativos comercializados.

PR: cotações de estáveis a mais altas e poucos negócios reportados no estado. Em Paranaguá, as indicações ainda estavam na faixa de R$ 92,5 e R$ 93,00 no CIF, porém sem registro de lotes significativos comercializados.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em forte queda no grão, no farelo e no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 2,23% no grão, de 1,55% no farelo e de 4,10% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 8,7175 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,6350 por bushel, com queda de 19,75 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 15,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio/20 operava com perdas de 14,50 pontos, com negócios a US$ 8,7675 por bushel.

• Em dia de tumulto no mercado global, as preocupações com o efeito do coronavírus na economia mundial e a queda de 20% no barril do petróleo derrubaram também as cotações da oleaginosa.

• O mercado também absorveu sem muito impacto o resultado dos registros de exportação dos Estados Unidos e se posicionou frente ao relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA), que será divulgado amanhã.

• O Departamento deverá indicar elevação nos estoques finais dos Estados Unidos de soja em 2019/20. O relatório de março do Departamento será divulgado às 13hs. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará estoques americanos em 440 milhões de bushels, contra 425 milhões indicados em fevereiro.

• Os estoques globais da oleaginosa deverão ser elevados de 98,9 milhões de toneladas para 100,4 milhões de toneladas em 2019/20. A safra brasileira deverá ficar em 125 milhões de toneladas e a da Argentina, em 53,4 milhões. Os atuais números do USDA são de 125 milhões e 53 milhões, respectivamente.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 572.416 toneladas na semana encerrada no dia 5 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado previa 650 mil toneladas.

• Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 672.174 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 888.690 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 30.130.673 toneladas, contra 26.858.270 toneladas no acumulado do ano safra anterior.


CHINA A epidemia de coronavírus atingiu um novo estágio em todo o mundo, com casos confirmados fora da China triplicando na semana passada e governos alertando para mais infecções entre pessoas que viajaram recentemente para países onde as taxas de infecção estão aumentando. A turbulência do mercado financeiro se intensificou. As bolsas de valores em todo o mundo caíram novamente, embora por trás da venda também esteja a queda nos preços do petróleo causada por uma guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia. Os investidores temem que isso possa desencadear problemas financeiros mais amplos, ao mesmo tempo que a economia global sofre um forte golpe com o surto de vírus. Os preços do petróleo caíram mais de 20% e o rendimento de dez anos do Tesouro caiu abaixo de 0,4%, uma baixa histórica.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,0%, sendo negociado a R$ 4,7270 para venda e a R$ 4,7250 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento do dia 5 de março, enquanto ficou a R$ 4,6530 para venda. Além disso, a moeda norte-americana encerrou na maior alta percentual desde 6 de novembro de 2019, quando avançou 2,20%. Durante o dia, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 4,7100 e máxima de R$ 4,7940. A divisa norte-americana voltou a avançar, fechando na maior alta percentual desde 6 de novembro de 2019 quando a moeda subiu 2,20%. Diante o cenário caótico que prevaleceu nos mercados globais em meio à crise do petróleo, a moeda estrangeira renovou as máximas históricas de fechamento e no movimento intraday ao alcançar o patamar de R$ 4,79.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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