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Informativo Diário

14/09/2020

EM DIA DE USDA, CHICAGO TEM FIRME ALTA, PREÇOS SEGUEM AVANÇANDO E VENDEDORES CONTINUAM RETRAÍDOS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana pouco ofertado nas diversas praças de negociação do país. Em dia de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a commodity voltou a garantir bons ganhos em Chicago e a posição novembro/20 encostou nos US$ 10/bushel. Em mais uma sessão volátil, o câmbio oscilou entre R$ 5,26 e R$ 5,35 por dólar, fechando com leve alta. Com a disputa intensa e a escassez de soja disponível, os preços permanecem distorcidos e renovando recordes no mercado físico. Apesar das elevadas cotações, os agentes permanecem retraídos e o mercado encerrou a semana registrando apenas negócios pontuais.

RS: preços firmes e mercado pouco ofertado. No interior do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 142 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro deste ano, porém sem contrapartida de venda. Na safra nova, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações de compra na faixa de R$ 120 por saca.

PR: mercado calmo e cotações avançando. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações na faixa de R$ 122 por saca CIF na região portuária. Na região oeste do estado, indicações de compra entre R$ 134 e R$ 136 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 2,08% no grão, de 2,34% no farelo e de 1,84% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 9,96 por bushel, encerrando neste mesmo patamar.

• Na semana, a posição novembro para o grão acumulou alta de 2,89%.

• O mercado foi sustentado pela boa demanda pela soja norte-americana, com o relatório exportações semanais bem acima do esperado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou, também, vendas para a China e destinos não revelados. O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, apesar de altista, trouxe dados já esperados pelo mercado.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 3.161.800 toneladas na semana encerrada em 3 de setembro. A China liderou as importações, com 1.592.900 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas. As informações foram divulgadas pelo USDA.

• O USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,313 bilhões de bushels em 2020/21, o equivalente a 117,4 milhões de toneladas, abaixo da estimativa anterior de 4,425 bilhões ou 120,43 milhões. O mercado apostava em safra de 4,286 bilhões ou 116,64 milhões de toneladas.

• Os estoques finais estão estimados em 460 milhões de bushels ou 12,52 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 461 milhões ou 12,55 milhões de toneladas. No relatório anterior, os estoques estavam projetados em 610 milhões de bushels - 16,6 milhões de toneladas.


CHINA A China anunciou restrições a diplomatas e toda equipe da embaixada norteamericana no país e do consulado-geral em Hong Kong, em retaliação a medidas semelhantes adotadas pelo governo dos Estados Unidos no início do mês.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,30% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3360 para venda, em sessão volátil acompanhando o movimento no exterior onde as bolsas de Nova York operaram mistas, mas acumularam perdas em viés de ajuste em meio aos ganhos históricos nas últimas semanas. Na semana, encurtada pelo feriado doméstico e nos Estados Unidos na segundafeira, a moeda se valorizou em 0,53% após duas semanas seguidas de queda.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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