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Informativo Diário

01/04/2020

CÂMBIO SUSTENTA PREÇOS DA SOJA E COMERCIALIZAÇÃO MANTÉM O RITMO NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja permanece com ritmo razoável nas diferentes praças de negociação do país. Ultrapassando o patamar de R$ 5,20 por dólar ao longo do pregão, o câmbio segue avançando e sustentando os preços no mercado doméstico. Com a saca da soja ainda nos níveis de R$ 105 nos portos, bons negócios continuam sendo registrados no país. Com armazéns lotados em algumas regiões, a necessidade do uso de silo bolsa já tem sido comentada. Ao todo, aproximadamente 400 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país.

RS: preços de estáveis a mais altos e bons negócios sendo reportados. Na região portuária, ainda havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 105,50 por saca CIF para embarque no mês de julho e pagamento em meados de agosto deste ano. Ao todo, pelo menos 100 mil toneladas de soja foram comercializadas no estado.

PR: dia de alta nos preços e negócios razoáveis apontados. Na região portuária, havia possibilidade de negócios entre R$ 103 e R$ 104,50 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de junho deste ano. Para embarque em meados de fevereiro/março/21 e pagamento no mês de abril/21, o comprador oferecia R$ 99,50/saca.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em alta no óleo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,42% no grão e de 0,52% no óleo, e perdas de 1,22% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,8750 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,86 por bushel, com alta de 3,75 ponto. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 2,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento julho/20 operava estável, com negócios a US$ 8,8650 por bushel.

• Após iniciar o dia pressionado por um movimento de vendas técnicas, o mercado reagiu após o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter indicado plantio menor que o esperado pelo mercado.

• O resultado do mês e do trimestre, no entanto, seguiu negativo. A posição caiu 0,75% em março e 8,5% no primeiro trimestre. A guerra comercial entre China e Estados Unidos, a abrupta queda do petróleo e a pandemia do coronavírus prejudicaram o desempenho da commodity.

• A área a ser plantada com soja nos Estados Unidos em 2020 deverá totalizar 83,5 milhões de acres, conforme o relatório de intenção de plantio do USDA. Se confirmada, a área ficará 10% acima do total cultivado no ano passado.

• O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 84,7 milhões de acres. O número também veio abaixo da área indicada no Fórum Anual do Departamento, realizado em fevereiro, de 85 milhões de acres. A área deverá subir ou repetir o ano anterior em 22 dos 29 estados produtores.

• Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1º de março, totalizaram 2,25 bilhões de bushels. O volume estocado recuou 17% na comparação com igual período de 2019.

• O número ficou acima da expectativa do mercado, de 2,24 bilhões de bushels. Do total, 1,01 bilhão de bushels estão armazenados com os produtores, com queda de 20%. Os estoques fora das fazendas somam 1,24 bilhão de bushels, com baixa de 15%.


CHINA O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade do setor de serviços da China subiu para 52,3 pontos em março, depois de marcar a mínima histórica de 29,6 pontos em fevereiro, segundo dados divulgados pelo departamento de estatísticas do país. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial da China subiu para 52,0 pontos em março, após alcançar o mínimo histórico de 35,7 pontos em fevereiro, segundo dados divulgados pelo departamento oficial de estatísticas do país.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,34%, sendo negociado a R$ 5,1990 para venda e a R$ 5,1970 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1620 e a máxima de R$ 5,2150. No mês, o dólar comercial registrou alta de 15,95%, enquanto, no trimestre, apresentou avanço de 29,53%. A divisa norte-americana fechou novamente em alta, renovando o segundo maior valor de fechamento da história, em sessão de forte volatilidade em meio ao fim do mês e do trimestre. No exterior, a moeda estrangeira ganhou terreno enquanto ativos globais operaram mistos durante o pregão. No mês, marcado pelo rompimento do patamar inédito de R$ 5,00, o dólar se desvalorizou em 15,95%, maior variação percentual mensal desde setembro de 2011.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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