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Informativo Diário

13/07/2020

EM DIA DE USDA, SOJA TEM FORTE QUEDA EM CHICAGO E MERCADO ENCERRA A SEMANA TRAVADO

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana lento nas diferentes praças de negociação do país. Após a divulgação do relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a commodity ampliou as perdas em Chicago, atingindo a mínima de US$ 8,84 por bushel. O câmbio também recuou, permanecendo nos patamares de R$ 5,30 por dólar. Com isso, na ponta vendedora, os agentes permanecem cautelosos e aguardam melhores condições para comercializar.

RS: preços inalterados e mercado calmo. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, ainda havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 110 por saca CIF Rio Grande. Para embarque e pagamento em meados de agosto/setembro deste ano, indicações seguem entre R$ 118,50 e R$ 119, porém sem contrapartida de venda.

PR: dia de queda nos preços e mercado pouco movimentado. Para embarque em fevereiro/21 e pagamento em abril/21, as indicações estão entre de R$ 107 e R$ 108 por saca CIF região portuária. Para embarque e pagamento em setembro/outubro deste ano, indicações estão entre R$ 117 e R$ 117,50 CIF Paranaguá, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,75% no grão, de 1,45% no farelo e de 0,28% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 do grão atingiu a máxima de US$ 9,00 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 8,9150 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 11,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/20 operava com perdas de 9,5 pontos, com negócios a US$ 8,87 por bushel.

• O mercado foi pressionado pela previsão de clima favorável às lavouras norteamericanas, em momento crítico do desenvolvimento. A fala do presidente estadunidense, Donald Trump, que indicou acirramento das tensões com a China, também trouxe negatividade aos preços. • Na semana, os contratos do grão com entrega em novembro acumularam retração de 0,67%.

• A CBOT acelerou a queda após a divulgação do relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O aumento na safra do país e dos estoques finais para a temporada 2020/21 atuou como fator de pressão.

• O USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,135 bilhões de bushels em 2020/21, o equivalente a 112,54 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 4,125 bilhões ou 112,26 milhões. O mercado apostava em safra de 4,167 bilhões ou 113,4 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 425 milhões de bushels ou 11,57 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 443 milhões ou 12,06 milhões de toneladas. No relatório anterior, os estoques estavam projetados em 395 milhões de bushels - 10,75 milhões de toneladas.


CHINA O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que tem dúvidas sobre a concretização da segunda fase do acordo comercial com a China neste momento, já que a relação entre Washington e Pequim foi duramente afetada pela pandemia do novo coronavírus. "A relação com a China foi severamente prejudicada e, por isso, a segunda fase do acordo comercial não deve sair neste momento", afirmou Trump a repórteres ao chegar na Flórida. "Tenho outras coisas em mente neste momento", acrescentou ele, referindose à campanha presidencial.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,26% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3230 para venda, em mais uma sessão de intensa volatilidade, acompanhando o movimento da moeda no exterior que operou em meio à uma busca por risco, mas calibrando com as notícias sobre o aumento no números de casos confirmados na nova onda de contágio pelo novo coronavírus, o que vem gerando incertezas quanto a retomada econômica global e instabilidade na taxa de câmbio.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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