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Informativo Diário

30/09/2020

EM DIA ARRASTADO, INDÚSTRIA OFERTA ATÉ R$ 160 EM RONDONÓPOLIS

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu lento nas diversas praças de negociação do país. Em dia de poucas novidades, a commodity teve uma sessão arrastada e com preços regionalizados. Em Chicago, a oleaginosa recuou novamente, se afastando dos US$ 10,00 por bushel. O câmbio teve um pregão marcado pela volatilidade, encerrando praticamente estável. A necessidade da indústria segue pressionando os preços no físico e a saca da soja atingiu os R$ 160 em Rondonópolis.

RS: cotações mistas no estado e somente negócios pontuais reportados. Na região portuária do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 155 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de novembro deste ano, patamares onde pelo menos 900 toneladas de soja trocaram de mãos. Na safra nova, para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações de compra na faixa de R$ 130 por saca.

PR: dia de mercado pouco ofertado e cotações nominais. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações de compra até R$ 131 por saca CIF na região portuária. Para 2022, indicações entre R$ 120 e R$ 122 para embarque e pagamento em meados de fevereiro/22. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 150 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de novembro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em queda no óleo na terça-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,32% no grão, de 1,59% no farelo e de 1,26% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 9,9775 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 9,93/bushel.

• As primeiras posições foram pressionadas pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, enquanto as mais distantes se recuperaram com base na boa demanda pelo produto americano.

• Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou colheita de 20% até 27 de setembro, bem acima dos 6% do ano passado e também acima dos 18% esperados pelo mercado. O índice de lavouras entre boas e excelentes condições subiu de 63% para 64%, enquanto o mercado apostava em manutenção.

• As perdas foram limitadas, principalmente na parte da tarde, pela boa demanda de soja americana - hoje o USDA anuncia mais uma venda de 100 mil toneladas para o México por parte do exportadores privados - e pelo posicionamento dos agentes, aguardando o relatório de amanhã para estoques trimestrais em 1 de setembro.

• A projeção de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais indica estoques trimestrais de 575 milhões de bushels. O relatório trimestral será divulgado às 13hs. Em igual período do ano anterior, o número era de 909 milhões de bushels. Em 1 de junho, data do relatório anterior, os estoques estavam em 1,386 bilhão de bushels.


ARGENTINA A agência de classificação de crédito Moody's afirmou os ratings Ca do governo argentino e mudou sua perspectiva de negativa para estável. A decisão da agência foi anunciada ontem no fechamento dos mercados após a conclusão do processo de reestruturação da dívida do país sob a legislação externa.


CÂMBIO O dólar comercial fechou com ligeira alta de 0,05% no mercado à vista, cotado a R$ 5,6420 para venda, renovando o maior valor de fechamento desde 20 de maio - quando encerrou a R$ 5,6740 - em sessão de forte volatilidade no qual a moeda operou em boa parte do dia sem rumo único digerindo os riscos fiscais do país em meio ao programa Renda Cidadã e com o exterior à espera do primeiro debate da corrida presidencial nos Estados Unidos.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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