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Informativo Diário

07/10/2020

MERCADO INTERNO TEM MAIS UM DIA DE POUCA MOVIMENTAÇÃO

Na terça-feira, o mercado interno de soja novamente teve uma sessão pouco agitada em termos de negócios. Apesar disso, os players acompanharam de perto as fortes oscilações registradas em Chicago, mas não chegaram a repassar as valorizações dos contratos futuros de forma ampla para o mercado. As cotações oscilaram de estáveis a mais firmes na maioria das praças, mas poucos negócios foram anotados. O clima continua como fator central para os produtores, que mantém o foco nos trabalhos de plantio. A falta de chuvas preocupa.

RS: mercado com preços oscilando positivamente no disponível e ficando estáveis para a safra nova. Na região portuária, indicações de compradores na casa de R$ 153 para outubro e R$ 154 para novembro CIF Rio Grande. Para a safra nova, para embarque e pagamento em meados de maio/21, indicações de compra na faixa de R$ 133 por saca. No interior, indicação de R$ 129 para maio/21. Rumores de negócio a R$ 135,50 CIF Rio Grande para entrega/pagamento em junho/julho 2021.

PR: registro de cotações de estáveis a mais firmes em um mercado pouco movimentado. Para embarque e pagamento entre março e abril 2021, indicações de compra até R$ 132 por saca CIF na região portuária. Rumor de negócio a R$ 135 para entrega em fevereiro CIF Paranaguá. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 160 por saca no mercado disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam a terça-feira em forte alta no grão, no farelo e no óleo. Nas posições spot, os ganhos foram de 2,20% no grão, 3,11% no farelo e 1,46% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 10,5375 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 10,44 por bushel. O clima seco e o atraso no plantio da safra brasileira garantiram a sustentação dos preços. Os players também se posicionam para o relatório do USDA.

• Com a semeadura sendo adiada nas principais regiões produtoras do Brasil, o mercado já trabalha com aumento no período de demanda firme pela soja dos Estados Unidos. Agentes calculam que a safra brasileira, que geralmente chega ao mercado em janeiro, pode ter atraso de um mês.

• A demanda segue firme pela oleaginosa dos Estados Unidos. Hoje os exportadores privados venderam mais 154.400 toneladas para destinos não revelados. Essa combinação de fatores fez os contratos baterem no melhor nível desde abril de 2018 no gráfico contínuo na máxima do dia.

• O mercado também está se posicionando frente aos dados do USDA. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. O relatório de outubro do Departamento será divulgado às 13hs da sexta.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,292 bilhões de bushels. Em setembro, o número era de 4,313 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, a aposta é de 360 milhões de bushels para 2020/21. Em setembro, o número ficou em 460 milhões.

• A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 90,9 milhões de toneladas, contra 93,6 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 96 milhões para 94,7 milhões de t.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,52% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5980 para venda, em sessão de forte volatilidade e amplitude com a moeda renovando mínimas a R$ 5,48 e máximas a R$ 5,61. Na primeira parte dos negócios, o otimismo prevaleceu no mercado doméstico e no exterior reagindo à melhora do estado de saúde do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto aqui, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, deram trégua nos ruídos políticos.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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