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Informativo Diário

19/03/2020

DÓLAR RENOVA MÁXIMAS, SOJA PASSA DOS R$ 100 NOS PORTOS E BOM VOLUME DE NEGÓCIOS É REGISTRADO NO SUL DO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja esteve calmo na maioria das praças de negociação do país. Em um mercado ainda bastante conturbado, os preços da commodity seguem avançando no país. Com o dólar comercial na casa dos R$ 5,20, as cotações tiveram alta significativa no mercado doméstico e atingem níveis acima de R$ 100 por saca nos portos. Porém, a comercialização permanece com ritmo acelerado apenas na Região Sul do país, onde segundo informações, pelo menos 300 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia. Nas demais regiões, o comprador segue cauteloso e preocupações acerca do fechamento de alguns portos mantêm o mercado calmo.

RS: dia de alta nas cotações e mercado bastante agitado. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 101 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de agosto deste ano. Para embarque em meados de março/abril/21 e pagamento no final do mês de maio/21, no melhor momento do dia, o comprador chegou a sinalizar R$ 98/saca. Segundo rumores, pelo menos 250 mil toneladas de soja trocaram de mãos no estado ao longo do dia.

PR: preços significativamente mais altos e negócios razoáveis reportados. Em Paranaguá, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 98 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de abril/maio deste ano. Ainda na região portuária, para embarque e pagamento em meados de agosto, no melhor momento do dia, havia indicações na faixa de R$ 100. Na região Oeste, negócios ocorrendo na faixa de R$ 90 a R$ 90,50 para embarque e pagamento no mesmo prazo.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em queda no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,15% no grão e de 1,91% no farelo, e perdas de 0,79% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,3850 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,2550 por bushel, com alta de 1,25 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 7,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento julho/20 operava com ganhos de 7 pontos, com negócios a US$ 8,38 por bushel.

• As primeiras posições do grão tiveram ganhos moderadas e as demais caíram. O farelo registrou alta e o óleo caiu, seguindo o petróleo.

• O mercado sente o impacto do coronavírus e seus efeitos sobre a economia global, que limitam qualquer reação mais consistentes. As medidas de apoio da administração Trump e a perspectiva de uma maior demanda por parte do setor pecuário ajudaram a elevar as cotações.

• A forte baixa do petróleo deve prejudicar a demanda pelo etanol de milho. Com a menor fabricação do biocombustível, haverá menor produção de DDGs, usados para a alimentação animal. Com isso, a procura pelo farelo de soja deve subir.


CHINA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a "o vírus veio sim da China" e que, apesar de não acreditar que a epidemia tenha sido proposital por parte dos chineses, "eles deveriam ter nos avisado antes da gravidade do problema". "Isso não é uma questão. O vírus veio sim da China. Começou lá e é de lá", afirmou Trump durante coletiva de imprensa. "Eles viram o que estava acontecendo e deixaram ficar tarde demais para nos alertar", disse ele. Quando questionado se ele acreditava que o governo chinês havia "infligido" o vírus no povo norte-americano, Trump disse não acreditar que havia sido proposital. "Os chineses não infligiram o vírus em nosso país, mas deveriam ter avisado antes para que nos preparássemos", disse ele.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 3,97%, sendo negociado a R$ 5,2010 para venda e a R$ 5,1990 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento de 16 de março, quando fechou a R$ 5,0480. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0580 e a máxima de R$ 5,2570. A divisa norte-americana fechou pela primeira vez acima deste valor e renovando mais uma vez a máxima de histórica de fechamento, além de engatar o terceiro pregão seguido acima de R$ 5,00. Em sessão de forte volatilidade, a moeda estrangeira acompanhou a forte aversão ao risco que prevaleceu no exterior em meio ao anúncio de medidas estimulativas dos Estados Unidos e do governo brasileiro para enfrentamento dos efeitos do novo coronavírus.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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