Voltar

Informativo Diário

09/03/2020

COM QUEDA DE CHICAGO E DÓLAR, PREÇOS DA SOJA RECUAM E COMERCIALIZAÇÃO REDUZ O RITMO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana calmo nas diversas praças de negociação do país. Após uma semana bastante agitada, os agentes reduziram o ritmo e o mercado fechou a semana com poucos negócios na sessão de hoje. Com a queda de Chicago e do dólar, os preços recuaram no mercado doméstico e poucos negócios com soja foram registrados no país. Segundo estimativas, pelo menos 2 milhões de toneladas de soja trocaram de mãos no país ao longo desta semana. Os trabalhos de colheita da nova safra brasileira de soja tiveram avanço razoável na semana e chegam a 49,2% da área total esperada.

RS: mercado calmo no estado e cotações estáveis. Na região portuária, as indicações permanecem na faixa de R$ 94,50 e R$ 95, porém sem registro de lotes significativos comercializados.

PR: dia de queda nas cotações e mercado pouco agitado. Em Paranaguá, as indicações estavam na faixa de R$ 92,5 e R$ 93,00 no CIF, porém sem registro de lotes significativos comercializados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, em alta no farelo e em queda no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,64% no grão e de 2,13% no óleo, e ganhos de 0,29% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 8,92 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,8325 por bushel, com queda de 5,75 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 7 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio/20 operava com perdas de 5,25 pontos, com negócios a US$ 8,9175 por bushel.

• O mercado foi pressionado pela preocupação generalizada com o impacto do coronavírus sobre a economia mundial. A queda de 8% do petróleo pesou sobre as cotações.

• A expectativa favorável em torno da safra sul-americana, o sentimento de menor demanda pela soja americana e a busca dos agentes por um melhor posicionamento - terça tem relatório do USDA - completaram o cenário negativo.


ARGENTINA O grupo de produtores agrícolas argentino conhecido por CRA - Confederações Rurais da Argentina promoverá uma paralisação da comercialização dos grãos na próxima semana. Conforme informações da Reuters obtidas com uma fonte da CRA, todos os quatro grupos agrícolas argentinos se juntarão "à greve de vendas" prevista para durar quatro dias, na próxima semana. O movimento é uma forma de protesto contra o recente aumento nos impostos de exportação da soja, as chamadas "retenciones". O governo argentino aumentou a taxa de exportação de soja em grão, farelo de soja e óleo de soja de 30% para 33%.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,40%, sendo negociado a R$ 4,6340 para venda e a R$ 4,6320 para compra. Durante o dia, a moeda norteamericana oscilou entre a mínima de R$ 4,6130 e a máxima de R$ 4,6720. Na semana, o dólar registrou alta de 3,34%. A divisa norte-americana interrompeu uma sequência de 12 altas seguidas e de 11 pregões renovando máximas históricas de fechamento em meio à injeção de liquidez do Banco Central (BC) no mercado futuro. Hoje foram colocados US$ 2,0 bilhões após o montante de US$ 3,0 bilhões ontem. No início dos negócios, porém, a ação não inibiu que a moeda norte-americana renovasse a máxima histórica intraday a R$ 4,6720.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





Rod. BR 373 - km 400 | Candói - PR | Brasil - CEP: 85.140-000
© 2020 | Todos os Direitos Reservados. Ultramax