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Informativo Diário

09/11/2020

DÓLAR RECUA PELO TERCEIRO PREGÃO CONSECUTIVO E MERCADO DE SOJA FECHA A SEMANA TRAVADO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana travado nas principais praças de negociação do país. O câmbio recuou pela terceira sessão consecutiva, acumulando perdas de aproximadamente 6% na semana. Em Chicago, a commodity encerrou com ligeiras perdas, ficando abaixo da linha de US$ 11,00 por bushel. Diante desses fatores, os preços voltaram a recuar no mercado físico e somente negócios pontuais foram reportados ao longo do dia no país. Os trabalhos de plantio da nova safra brasileira de soja aceleram e já chegam a 54,2% da área total esperada.

RS: cotações mistas e mercado vazio de ofertas. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 143 por saca. No interior do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 174 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de dezembro deste ano. O plantio das lavouras de soja da regional da Emater/RS de Frederico Westphalen está atrasado e está estimado entre 5 e 10% da área.

PR: mercado bastante lento no estado e preços nominais. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações de compra na faixa de R$ 138 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 175 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, no farelo e no óleo sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,29% no grão, de 1,39% no farelo e de 0,36% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 11,0750 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 10,9850/bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 2,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento janeiro/21 operava com perda de 1,75 ponto, com negócios a US$ 11,02 por bushel.

• As duas primeiras posições realizaram lucros, enquanto as demais foram sustentadas pelos fatores fundamentais. O mercado buscou consolidar um posicionamento frente aos bons ganhos da semana, acima de 4%.

• Uma correção técnica já era esperada e só não determinou perdas generalizadas devido a novos sinais de demanda aquecida pela soja americana. Hoje o USDA anunciou a venda de 132 mil toneladas por parte de exportadores privados para a China, de 272,15 mil para destinos não revelados e de 30 mil toneladas de óleo de soja para a Coreia do Sul.

• Os agentes também se posicionam frente ao relatório de novembro do USDA, que será divulgado na terça, 10.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,253 bilhões de bushels. Em outubro, o número era de 4,268 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, a aposta é de 239 milhões de bushels para 2020/21. Em setembro, o número ficou em 290 milhões.

• A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 87,6 milhões de toneladas, contra 88,7 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 93,8 milhões para 93,1 milhões de toneladas.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em forte queda de 2,84% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3880 para venda, no maior recuo diário desde 5 de junho (-2,86%), em meio ao forte otimismo de que a eleição nos Estados Unidos já tem um eleito: o democrata Joe Biden, já que ele segue na frente na apuração de votos em estados importantes como Pensilvânia e Geórgia. Aqui, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, declarou que a agenda de reformas voltará a ser discutida na próxima semana.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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