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Informativo Diário

11/09/2019

SOJA AVANÇA EM CHICAGO, MAS MERCADO PERMANECE EM RITMO LENTO NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja manteve-se pouco agitado nas diferentes praças de negociação do país. Com ganhos de até 14,25 pontos nos principais vencimentos em Chicago, as cotações da oleaginosa avançaram no mercado doméstico. Entretanto, os agentes permanecem cautelosos, se posicionando frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e poucos negócios foram reportados com soja no país.

RS: cotações firmes em mais um dia de mercado calmo. Na região portuária, houve indicações na faixa dos R$ 87 para pagamento e entrega no mês de outubro.

PR: preços avançando em um mercado com negócios isolados, sem grandes movimentações.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,68% no grão, 1,52% no farelo e de 0,42% no óleo.

• O mercado fechou o dia um pouco abaixo das máximas da sessão, se posicionando frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta.

• O sentimento de que o USDA irá cortar a sua estimativa para a safra americana foi reforçado após o relatório de condições das lavouras, divulgado no final da tarde de ontem.

• Mesmo que o USDA tenha mantido o índice de lavouras em boas e excelentes condições inalterado em 55% para a soja, o mercado sentiu a queda de 3 pontos percentuais para o milho, de 58% para 55%. Na avaliação dos analistas, este é um sinal de que as projeções serão revisadas para baixo, tanto para o cereal como para a oleaginosa.

• Para completar o cenário positivo para os preços, o México comprou 138 mil toneladas de grão e quase 200 mil toneladas de farelo de soja de exportadores privados.


CHINA O índice de preços ao produtor da China caiu 0,8% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, o que representa uma desaceleração em relação a julho, quando o índice caiu 0,3%, segundo informações do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês imediatamente anterior, o índice de preços ao produtor da China caiu 0,1% em agosto, após a queda de 0,2% em julho. Já o índice de preços ao consumidor, subiu 2,8% em agosto na comparação com igual período de 2018, mesma alta registrada em julho e mantendo seu maior nível em 17 meses, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês anterior, o índice de preços ao consumidor da China subiu 0,7% em agosto, após avançar 0,4% em julho. O preço dos alimentos, que representa quase um terço do índice, subiu 10,0% em agosto em base anual e 3,2% em termos mensais. Os preços de carne de porco subiram 46,7%, afetando o índice de preços ao consumidor em cerca de 1,08 ponto percentual (pp), com a oferta reprimida devido ao surto de gripe suína africana. Os itens não alimentícios ficaram 1,1% mais caros no ano e 0,1% no mês. Os preços de bens de consumo tiveram inflação anual de 3,6% e de 1,1% em termos mensais, enquanto os preços de serviços aumentaram 1,6% em base anual e 0,2% em base mensal.


CÂMBIO O dólar comercial fechou com ligeira queda de 0,04% no mercado à vista, cotado a R$ 4,0970 para venda, em pregão marcado pela volatilidade com a moeda operando sem rumo único em boa parte dos negócios em linha com o exterior em meio às incertezas com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, com o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) e com o mercado se preparando para a sequência de decisões de políticas monetárias dos principais bancos centrais do mundo. Aqui, a reforma da Previdência segue no radar do mercado e o adiamento da votação do texto no Senado para a próxima semana causou incômodo. Para o analista de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, investidores "buscaram posições defensivas", o que trouxe fortes oscilações ao dólar hoje. "Foi um dia de agenda esvaziada, tanto aqui quanto no exterior", reforça. Ele reforça, porém, que quanto às notícias, o foco segue concentrado no desfecho do Brexit, em que o Reino Unido tem até 31 de outubro para sair da União Europeia.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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