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Informativo Diário

27/04/2020

DÓLAR SEGUE RENOVANDO MÁXIMAS E SOJA ATINGE NÍVEIS DE R$ 112 NOS PORTOS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana com boa movimentação nas principais praças de negociação do país. A moeda norte-americana renovou a máxima histórica de fechamento pelo terceiro pregão seguido, ultrapassando os níveis de R$ 5,70 por dólar ao longo do pregão. Em Chicago, a commodity encerrou com perdas de até 12,5 pontos nos principais vencimentos, mas não impediu que as cotações avançassem significativamente no mercado doméstico. Rumores apontam aproximadamente 1,5 milhão de toneladas negociadas ao longo do dia no país. Os trabalhos de colheita da nova safra brasileira de soja chegam a 94,3% da área total esperada.

RS: cotações significativamente mais altos e bom volume de negócios registrado. Na região portuária, no melhor momento do dia, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 112 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de setembro deste ano. Ao todo, pelo menos 200 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia. Os trabalhos de colheita avançaram e chegam a aproximadamente 92% no estado.

PR: mercado bastante agitado e preços mais altos. Na região portuária, no melhor momento do dia, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 111 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de agosto deste ano. Para embarque no mês de fevereiro/21 e pagamento em março/21, o comprador apontava R$ 103 por saca. Ao todo, pelo menos 300 mil toneladas de soja trocaram de mãos no estado ao longo do dia.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,83% no grão, de 0,34% no farelo e de 2,18% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,4375 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,3225 por bushel, com queda de 7 pontos.

• Apesar do anúncio de novas vendas de soja americana, as preocupações com a demanda se acirraram, ainda mais com o aumento da competitividade da commodity brasileira.

• Em meio à crise política no Brasil, após a demissão do ministro da Justiça Sergio Moro, o dólar disparou, atingindo as máximas históricas. Com o real enfraquecido, o sentimento no mercado é de que a demanda chinesa permanecerá voltada ao Brasil.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou hoje mais uma venda de soja para a China, envolvendo 136 mil toneladas. Foram 606 mil toneladas na semana. Outras 125 mil toneladas foram vendidas para o México. Mesmo assim, os contratos cederam.


CHINA Os casos diários de infecção pelo novo coronavírus na China subiram em 6, para 82.804, segundo a Comissão Nacional de Saúde do país. Já as mortes somaram 4.632, nenhuma a mais do que ontem. Entre os novos casos, dois são importados, ou seja, de pessoas que se contaminaram fora do país, e quatro são de transmissões locais, mostram os dados das autoridades chinesas. Nenhum novo caso foi registrado na província de Hubei, onde o vírus foi detectado pela primeira vez, em dezembro do ano passado, mantendo o número de infectados em 68.128. A província também não reportou nenhuma morte a mais, mantendo o total de óbitos em 4.512.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,49%, sendo negociado a R$ 5,6610 para venda e a R$ 5,6590 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento de ontem. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5550 e a máxima de R$ 5,7450. Na semana, o dólar comercial registrou alta de 8,05%. A divisa norte-americana avançou novamente, renovando a máxima histórica de fechamento pelo terceiro pregão seguido, em dia de forte volatilidade em meio à crise no ambiente político após o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, deixar a pasta mostrando divergências com o presidente Jair Bolsonaro.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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