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Informativo Diário

03/02/2020

DÓLAR ATINGE MAIOR VALOR DA HISTÓRIA, MAS SEQUÊNCIA DE PERDAS EM CHICAGO TRAVA COMERCIALIZAÇÃO

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana calmo nas diferentes praças de negociação do país. Os principais referenciais de preços da commodity permanecem em direções opostas. Em Chicago, a oleaginosa encerra a última semana do mês de janeiro com nove quedas consecutivas, na maior sequência negativa em aproximadamente 6 anos. Já o dólar permanece renovando máximas e alcançou o maior valor nominal (sem considerar a inflação) da história. Diante disso, os preços da soja permanecem sem direção definida no mercado doméstico e a comercialização continua em ritmo lento no país. Os trabalhos de colheita da nova safra brasileira de soja chegam a 6,6% da área total estimada.

RS: houve queda nas cotações e não foram reportados negócios relevantes no estado. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 87/saca CIF para embarque e pagamento no mês de junho, porém poucos lotesforam comercializados.

PR: preços mistos no estado e pouca movimentação. Na região oeste, as indicações estavam na faixa de R$ 79/saca para embarque imediato e pagamento em meados de fevereiro, mas sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e mistos no farelo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,42% no grão, de 0,17% no farelo e de 2,25% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 8,9375 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,7625 por bushel, com queda de 16,75 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 2,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio/20 operava com perdas de 2,25 pontos, com negócios a US$ 8,8825 por bushel.

• Esta foi a nona queda consecutiva para o grão. Esta é a segunda maior sequência negativa desde julho de 2014, quando foram registradas dez baixas consecutivas. Nas últimas doze sessões, foram onze fechamentos negativos. Na semana, a posição março acumulou queda de 3,27%. Em janeiro, o mesmo contrato caiu 8,69%.

• Mais cedo, o mercado tentou esboçar uma recuperação frente às perdas recentes, mas não se sustentou e reverteu para o território negativo. O quadro fundamental é baixista, com menor demanda chinesa pelo alastramento do coronavírus no país asiático, além da entrada de uma safra cheia no Brasil.

• Segundo consultorias internacionais, os preços da soja devem seguir pressionados mesmo que a China volte a comprar grandes volumes dos Estados Unidos no segundo semestre. Isso porque haveria uma transferência da demanda do produto brasileiro para o norte-americano. Assim, o Brasil acumularia estoques elevadíssimos ao final de 2020.


CHINA O número de mortes na China causadas por infecção pelo novo coronavírus subiu para 213, acima de 170 relatadas ontem, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde da China, em comunicado. O total de casos confirmados no país subiu de 7.711 para 9.692, em 31 províncias. Segundo as autoridades de saúde chinesas, foram reportados 1.982 novos casos, sendo 157 severos. Entre as 43 novas mortes relatadas, 42 foram na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro do surto. A outra morte ocorreu na província de Heilongjiang.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 4,2870 para venda e a R$ 4,2850 para compra, renovando a máxima histórica de ontem, quando fechou a R$ 4,2600. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,2480 e a máxima de R$ 4,2880. Na semana, o dólar comercial registrou alta de 2,38%, enquanto, no mês, apresentou avanço de 6,80%. A divisa norte-americana voltou a subir e renovou a máxima histórica pelo segundo pregão seguido, em dia de volatilidade após leilão de linha do Banco Central (BC), formação da taxa Ptax de fim de mês, mas tendo como pano de fundo o temor com avanço do coronavírus na China e em outros países.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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