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Informativo Diário

12/01/2021

DÓLAR TEM FIRME ALTA E SACA DA SOJA SUPERA OS R$ 170 NA SAFRA NOVA NO RS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana calmo nas diversas praças de negociação do país. O câmbio registrou mais uma sessão de firme alta, fechando acima dos R$ 5,50 por dólar e no maior patamar desde novembro do ano passado. Em Chicago, a commodity chegou a superar os US$ 13,80 por bushel, mas perdeu força e encerrou praticamente estável diante do posicionamento dos agentes aguardando os dados de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com isso, os preços permaneceram firmes, ultrapassando os R$ 170 por saca na safra nova na região portuária de Rio Grande.

RS: dia de preços firmes e mercado lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 171 por saca no melhor momento do dia. No interior do estado, indicações nominais entre R$ 166 e R$ 167 por saca CIF para embarque e pagamento dentro de janeiro, porém sem contrapartida de vendas.

PR: cotações nominais e mercado lento no estado. Para embarque e pagamento em meados de março/21, indicações de compra na faixa de R$ 169 por saca CIF na região portuária, também no melhor momento do dia. Na região oeste, indicações nominais na faixa de R$ 164 por saca no disponível, porém sem lotes significativos comercializados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, em queda no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,09% no grão e de 1,43% no óleo, e ganhos de 1,57% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato janeiro/21 do grão atingiu a máxima de US$ 13,8450 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 13,7450/bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 4,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/21 operava com perda de 1 ponto, com negócios a US$ 13,7375 por bushel.

• Na parte da manhã, o mercado voltou a atingir os melhores níveis em seis anos e meio, reflexo do cenário fundamental, combinando boa demanda e preocupação com a safra sul-americana.

• Mas na parte da tarde, os agentes optaram por posicionar suas carteiras, aguardando os dados de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

• O USDA deverá reduzir a sua estimativa para os estoques de soja americanos e globais para a temporada 2020/21. A previsão para a safra americana também deverá ser revisada para baixo. O relatório será divulgado na terça, 12, às 14hs.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques dos EUA em 135 milhões de bushels. Em dezembro, a previsão ficou em 175 milhões.

• Para a safra, o mercado aposta em projeção sendo reduzida para 4,155 bilhões de bushels. No relatório anterior, o número ficou em 4,170 bilhões de bushels.

• A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 83 milhões de toneladas, contra 85,6 milhões projetados no mês passado pelo Departamento.

• Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1o de dezembro deverão ficar abaixo do número indicado pelo Departamento em igual período do ano anterior.

• A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 2,904 bilhões de bushels. O relatório trimestral será divulgado às 14hs, da terça, 12. Em igual período do ano anterior, o número era de 3,252 bilhões de bushels.

• Em 1 de setembro, data do relatório anterior, os estoques estavam em 523 milhões de bushels.


CHINA A China publicou no final de semana novas regras para bloquear leis e sanções "injustificadas" impostas por países estrangeiros a empresas e cidadãos chineses, em uma resposta a diversas sanções impostas pelos Estados Unidos. As novas regras, divulgadas pelo Ministério de Comércio da China no sábado, bloqueiam qualquer restrição estrangeira que "proíba injustificadamente" cidadãos chineses ou empresas de "envolvimento em atividades econômicas normais, comércio e atividades relacionadas com um país terceiro".


CÂMBIO O dólar comercial fechou em forte alta de 1,60% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3030 para venda, no maior valor de fechamento desde 5 de novembro do ano passado - quando encerrou a R$ 5,5460 - engatando a quarta alta seguida, acompanhando o exterior onde prevaleceu a busca por proteção em sessão de realização de lucros e receio com o avanço da covid-19 no mundo e com isso, novas medidas de restrição social nas principais economias globais.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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