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Informativo Diário

11/03/2020

COM FORTE QUEDA DO DÓLAR, PREÇOS DA SOJA RECUAM E MERCADO PERMANECE CALMO NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu calmo nas diversas praças de negociação do país. Em um cenário contrário ao da sessão anterior, ainda com os principais referenciais em direções opostas, a commodity teve mais um dia de negócios escassos. O dólar fechou na maior queda percentual desde meados de setembro do ano passado. Já em Chicago, a oleaginosa encerrou com ganhos de quase 10 pontos nos principais vencimentos. Diante disso, os preços ficaram de estáveis a mais baixos no mercado doméstico e não foram reportados negócios relevantes ao longo do dia. As previsões climáticas indicam precipitações significativas sobre os estados do Mato Grosso, Goiás e praticamente toda a região do Matopiba no período entre 1 e 7 dias.

RS: houve queda nas cotações e pouca movimentação foi reportada. Na região portuária, o comprador oferecia entre R$ 93,5 e R$ 94 para embarque e pagamento até o final do mês, porém sem registro de lotes significativos comercializados.

PR: negócios escassos e preços recuando no estado. Em Paranaguá, as indicações estavam entre R$ 92 e R$ 92,50 no CIF, porém sem registro de lotes significativos comercializados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,10% no grão e de 0,47% no óleo, e perdas de 0,23% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 8,7925 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,73 por bushel, com alta de 9,5 pontos. O vencimento maio/20 operava com ganhos de 8 pontos, com negócios a US$ 8,78 por bushel.

• O mercado acompanhou a recuperação global, com petróleo subindo 8% e ganhos em outras commodities agrícolas.

• A expectativa de anúncio de medidas de incentivo à economia mundial, como forma de amenizar os impactos negativos do surto de coronavírus, ajudou na reação dos contratos futuros. • Mesmo sem grande impacto, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu os ganhos da soja. O USDA elevou a sua estimativa de safra sul-americana, determinando em estoques mundiais acima do esperado.


CHINA O índice de preços ao consumidor da China subiu 5,2% em fevereiro na comparação com igual período de 2019, após a alta de 5,4% registrada em janeiro, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês anterior, o índice de preços ao consumidor da China subiu 0,8% em fevereiro, após registrar crescer 1,4% em janeiro. Nos dois primeiros meses do ano, o índice avançou 5,3%. O índice de preços ao produtor da China caiu 0,4% em fevereiro em relação ao mesmo período do ano anterior, uma desaceleração em relação a janeiro, quando o índice subiu 0,1%, segundo informações do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês imediatamente anterior, o índice de preços ao produtor da China caiu 0,5% em fevereiro, após apresentar estabilidade em janeiro.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,69%, sendo negociado a R$ 4,6470 para venda e a R$ 4,6450 para compra. Durante o dia, a moeda norteamericana oscilou entre a mínima de R$ 4,6380 e na máxima de R$ 4,6880. A divisa norte-americana recuou significativamente na maior queda percentual desde 4 de setembro do ano passado - quando a moeda fechou em queda de 1,79% - exibindo um alívio pontual na sessão posterior de pânico nos ativos globais. Apesar da queda, o valor de fechamento é o terceiro maior da história.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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