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Informativo Diário

09/08/2021

SEGUINDO ALTA DE CHICAGO E DÓLAR, COTAÇÕES AVANÇAM NO FÍSICO E MELHORES NEGÓCIOS SÃO REGISTRADOS NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana com melhor movimentação nas diferentes praças de negociação do país. Acompanhando o avanço de Chicago e do dólar, os preços físicos da oleaginosa tiveram importante alta, dando melhor ritmo à comercialização. Contudo, o sentimento de cautela permanece, o mercado continua pouco ofertado e negócios moderados foram registrados ao longo do dia no país.

RS: preços firmes no estado e negócios moderados reportados. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de setembro/21, indicações de compra na faixa de R$ 172,50 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 171,50. No interior do estado, indicações até R$ 167,50 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de setembro.

PR: cotações avançando no estado e negócios moderados reportados. Para embarque imediato e pagamento em meados de setembro deste ano, indicações de compra entre R$ 172 e R$ 173 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 168 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de agosto deste ano, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na sexta-feira. Nas posições spot, ganhos de 1,40% no grão, de 0,53% no farelo e de 1,50% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato agosto/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,2175 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,2225 por bushel.

• Sinais de demanda aquecida pelo produto dos Estados Unidos e a persistência do clima seco no Meio Oeste sustentam as cotações.

• Após o anúncio de 300 mil toneladas ontem por parte de exportadores privados para destinos não revelados, hoje o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nova operação de venda. Dessa vez, foram 131 mil toneladas para a China para a temporada 2021/22.

• O clima segue no foco das atenções. O clima seco ajudou na alta, mas há previsão de retorno das chuvas no início da próxima semana, o que poderia beneficiar as lavouras.

• Para a próxima semana, o radar deverá seguir focado no clima, mas também merecem destaques dados que serão divulgado pelo USDA. Na segunda, as inspeções de embarque e o relatório de condições das lavouras. Na quinta, o Departamento vai divulgar as exportações semanais e o levantamento de julho de oferta e demanda americana e mundial.


CHINA Há conversas em andamento no governo norte-americano sobre a situação das tarifas chinesas, mas nada ainda certo, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em coletiva de imprensa. "Estamos conscientes dos comunicados dos empresários que pedem uma revisão das atuais tarifas impostas à China e estamos debatendo a questão. Mas lembramos que a imposição tarifária é uma das ferramentas usadas pelos Estados Unidos para combater práticas injustas cometidas pelos chineses como forma de proteção aos produtores norte-americanos", afirmou ela.


CÂMBIO A sexta-feira foi marcada pela instabilidade desde o início da sessão, com o dólar comercial encerrando a R$ 5,2360, subindo 0,36%. Isso se deve ao anúncio de empregos criados nos Estados Unidos, que foi acima da expectativa, além dos já recorrentes problemas políticos e fiscais internos que preocupam o mercado. Para o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, "a questão fiscal preocupa mais do que a política, já que é cheia de incertezas". Ele também ressalta quer a mudança de postura do ministro da Economia, Paulo Guedes, que passou a zelar menos pela austeridade fiscal, também preocupa o mercado.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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