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Informativo Diário

01/07/2019

EM DIA DE USDA, PREÇOS DA SOJA AVANÇAM, MAS COMERCIALIZAÇÃO PERMANECE EM RITMO LENTO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana calmo nas principais praças de negociação do país. Com a divulgação dos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que vieram abaixo do esperado pelo mercado, a oleaginosa encerrou com ganhos de até 12 pontos nos principais vencimentos. Em um dia de baixo volume de negócios, a moeda norte-americana fechou com ligeiros ganhos, pouco influenciando nos preços, que avançaram no mercado doméstico. Apesar do cenário mais positivo, as cotações seguem pouco atrativas e poucos volumes foram negociados ao longo do dia no país.

RS: preços mais altos no estado e poucos negócios reportados ao longo do dia.

PR: negócios permanecem escassos e os preços avançaramno estado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo nesta sexta-feira. Nas posições spot, ganhos de 1,35% no grão, de 0,28% no farelo e de 1,54% no óleo.

• O mercado foi sustentado pela projeção de área plantada nos Estados Unidos abaixo do esperado pelo mercado. O anúncio de uma venda de soja dos EUA à China surpreendeu o mercado e também concedeu suporte. Os líderes dos dois países irão se encontrar durante a reunião do G-20.

• A posição junho para o grão acumulou queda de 0,33% na semana. No mês, o contrato subiu 2,5%.

• Nesta sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou uma área plantada de 80 milhões de acres no país. O mercado esperava a superfície em 84,4 milhões. Em março, foram estimadas 84,6 milhões de acres. A expectativa de área plantada foi rebaixada devido ao clima chuvoso desfavorável aos trabalhos no país. O USDA disse que deve divulgar números atualizados em 12 de agosto.


CHINA O presidente da China, Xi Jinping, anunciou medidas para ampliar a abertura da economia do país e lidar com as incertezas que pesam sobre o crescimento econômico global, em especial o aumento do protecionismo. "Dez anos após a crise financeira internacional, a economia mundial mais uma vez chegou à uma encruzilhada", disse Xi, em discurso na reunião do G20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes) em Osaka, no Japão. "O protecionismo e o unilateralismo continuaram a se espalhar, as disputas de comércio e investimento se intensificaram, a estrutura industrial global e a estabilidade financeira foram afetadas, e os riscos e incertezas das operações econômicas mundiais aumentaram significativamente", disse ele. Diante deste cenário, Xi afirmou que a China vai adotar algumas medidas, primeiramente a maior abertura do comércio. "Estamos prestes a lançar uma lista negativa de acesso a investimentos estrangeiros em 2019 para expandir a abertura nos setores agrícola, de mineração, indústria e serviços", disse ele. Além disso,seis novaszonas piloto de livre comércio serão instaladas no país.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,18% no mercado à vista, cotado a R$ 3,8410 para venda, em sessão de baixo volume de negócios influenciado pelo exterior, onde investidores aguardam o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China na expectativa de algum progresso nas negociações sobre a guerra comercial travada pelos países há mais de um ano. Na semana, a moeda estrangeira subiu 0,41%, enquanto no mês teve queda de 2,14%. O diretor da Correparti, Ricardo Gomes, destaca que após a formação da taxa Ptax - média das cotações do dólar apuradas pelo Banco Central (BC) - de R$ 3,8316 para compra e R$ 3,8322 para venda, os investidores precificaram as incertezas com a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping durante o G20, no Japão, "se refugiando no dólar", acrescenta.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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