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Informativo Diário

06/11/2020

SOJA SUPERA OS US$ 11,00 POR BUSHEL EM CHICAGO, MAS DÓLAR TEM FIRME QUEDA E O MERCADO PERMANE CETRAVADO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja continuou pouco movimentado nas diversas praças de negociação do país. Em Chicago, a commodity registrou ganhos significativos e superou o patamar de US$ 11,00 por bushel. Contudo, o câmbio voltou a operar com firme queda, retornando aos níveis de R$ 5,50 por dólar e neutralizando os ganhos da bolsa. O mercado permanece vazio de ofertas, o que tem determinado a lentidão das negociações.

RS: preços firmes no estado, porém pouca oferta no mercado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 146 por saca. No interior do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 175 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de dezembro deste ano.

PR: cotações firmes na safra nova e mercado travado. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações de compra na faixa de R$ 144 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 175 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo quinta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 2,10% no grão, de 0,54% no farelo e de 3,14% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 11,1125 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 11,0175/bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 23 pontos nos principais vencimentos. O vencimento janeiro/21 operava com ganhos de 17,50 pontos, com negócios a US$ 11,0375 por bushel.

• O clima seco na América do Sul, a demanda firme nos Estados Unidos e o cenário financeiro tranquilo garantiram a terceira sessão seguida de bons ganhos.

• Algumas posições superaram a casa de US$ 11,00 por bushel, batendo no maior patamar desde julho de 2016. O contrato janeiro, o mais negociado, atingiu US$ 11,12 na máxima do dia, corrigindo tecnicamente a partir daí, com investidores embolsando parte dos lucros.

• Apesar da evolução recente no plantio do Brasil, a falta de chuvas preocupa. Situação semelhante vive a Argentina. Além disso, a demanda segue firme pela soja e seus subprodutos nos Estados Unidos. Hoje os exportadores privados anunciaram uma venda de 33 mil toneladas de óleo para a India.

• As exportações semanais americanas ficaram dentro do esperado, mas próximo do patamar máximo das estimativas de mercado. Destaque para as vendas para a China e para a confirmação de um embarque de 30 mil toneladas para o mercado brasileiro.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.530.500 toneladas na semana encerrada em 29 de outubro. Representa uma retração de 6% frente à semana anterior e um recuo de 32% sobre a média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 810.700 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 800 mil e 1,7 milhão de toneladas.

• Com as eleições americanas chegando ao final e com a provável vitória do democrata Joe Biden, o mercado financeiro internacional teve mais um dia tranquilo. O petróleo caiu, mas as bolsas de valores subiram. O dólar recuou, favorecendo as exportações americanas.

• Os produtores americanos se mostram aliviados com o resultado das eleições. Com o Senado provavelmente confirmando maioria republicana, a temida "onda azul" - maioria democrata nas duas casas - não se concretizou, diminuindo as preocupações do setor com maiores impostos e cobranças ambientais.


ARGENTINA O plantio de soja na Argentina foi iniciado e atinge 4,1% da área, estimada em 17,2 milhões de hectares. No ano passado, foram 17,4 milhões e hectares. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos estão 4,6 pontos percentuais atrasados em relação ao ano passado. Em números absolutos, o plantio chega a 700,765 mil hectares.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em forte queda de 1,96% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5460 para venda, renovando a maior queda percentual diária desde o fim de agosto e no menor valor de fechamento desde 9 de outubro - quando ficou em R$ 5,5270 - refletindo a expectativa do mercado com uma possível vitória do candidato democrata, Joe Biden, na corrida presidencial norte-americana, enquanto estados ainda apuram os votos.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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