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Informativo Diário

08/10/2020

MERCADO INTERNO TEM MAIS UMA SESSÃO LENTA

Na quarta-feira, o mercado interno de soja teve mais um dia de pouca agitação nas diversas praças de negociação do país. Com poucos players ativos no mercado, apenas negócios isolados e com volumes pouco relevantes foram anotados. Os produtores seguem focados nos trabalhos de plantio da nova safra nos estados da faixa central do país, demonstrando pouco interesse por novos negócios nesse momento. As cotações oscilaram de estáveis a mais firmes.

RS: registro de preços mais firmes em um mercado apenas nominal. Na região portuária, indicações de compradores na casa de R$ 154 para outubro e R$ 155 para novembro CIF Rio Grande. Para a safra nova, para embarque e pagamento em meados de maio/21, indicações de compra na faixa de R$ 134 por saca. No interior, indicação de R$ 130 para maio/21.

PR: as cotações oscilaram positivamente em um mercado com pouca agitação. Para embarque e pagamento entre março/abril 2021, indicações de compra até R$ 135 por saca CIF na região portuária, com rumores de negócio. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 160 por saca no mercado disponível.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam a quarta-feira mistos no grão, no farelo e no óleo. Nas posições spot, os ganhos de 0,67% no grão, 1,89% no farelo e 0,06% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 10,5975 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 10,51 por bushel. As primeiras posições se sustentaram no território positivo, enquanto as restantes corrigiram com base em fatorestécnicos.

• Novembro e janeiro fecharam acima de US$ 10,50 por bushel, encontrando sustentação no atraso no plantio no Brasil e na boa demanda pelo produto norte-americano. Os agentes esperam pelo relatório para os embarques semanais, que será divulgado amanhã. Expectativa de exportações entre 1,5 milhão e 2,2 milhões de toneladas.

• Os demais contratos sucumbiram a um movimento de realização de lucros, após o mercado renovar ontem as máximas em mais de dois anos e meio no gráfico contínuo.

• O mercado também está se posicionando frente aos dados do USDA. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. O relatório de outubro do Departamento será divulgado às 13hs da sexta.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,292 bilhões de bushels. Em setembro, o número era de 4,313 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, a aposta é de 360 milhões de bushels para 2020/21. Em setembro, o número ficou em 460 milhões.

• A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 90,9 milhões de toneladas, contra 93,6 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 96 milhões para 94,7 milhões de toneladas.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,44% no mercado à vista, cotado a R$ 5,6230 para venda, em sessão de forte volatilidade, sustentado pelas incertezas do mercado doméstico em relação ao cenário fiscal do país e ao programa Renda Cidadã, após a apresentação da proposta ser adiada para a semana que vem. Enquanto lá fora foi dia de procura por risco, após o impacto de ontem com a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as negociações para a aprovação de um pacote de estímulo fiscal no país estão suspensas até as eleições presidenciais, em 3 de novembro. O que levou a moeda a operar nas mínimas de R$ 5,55.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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