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Informativo Diário

06/03/2020

APESAR DA QUEDA DE CHICAGO, DÓLAR SEGUE AVANÇANDO E MERCADO DE SOJA PERMANECE AGITADO NO PAÍS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja teve mais um dia de boa movimentação nas principais praças de negociação do país. Apesar de um dia bastante volátil, o cenário para a commodity segue positivo. A moeda norte-americana segue renovando máximas e chegou a operar nos patamares de R$ 4,6670 por dólar. Em Chicago, a oleaginosa ampliou as perdas ao longo do pregão e fechou com forte queda, impedindo uma alta mais consistente dos preços no mercado doméstico. Diante disso, as cotações ficaram de estáveis a mais altas e, segundo rumores, aproximadamente 400 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país.

RS: os preços voltaram a avançar no estado e bom volume de negócios foi reportado. Negócios sendo reportados tanto no interior quanto na região portuária. Na região portuária, CIF, negócios ocorrendo entre os patamares de R$ 94,50 e R$ 95. Rumores de pelo menos 100 mil toneladas de soja trocando de mãos no estado.

PR: cotações de estáveis a mais baixas e mercado agitado no estado. Em Paranaguá, negócios ocorrendo entre R$ 93,50 e R$ 94,00 no CIF. Pelo menos 100 mil toneladas foram negociadas ao longo do dia.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em forte queda no grão, no farelo e no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 1,08% no grão, de 1,57% no farelo e de 1,15% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 8,9650 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,89 por bushel, com queda de 9,75 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 9,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio/20 operava com perdas de 9,75 pontos, com negócios a US$ 8,9750 por bushel.

• Após três sessões de ganhos, o mercado sucumbiu a um movimento de realização de lucros, intensificado pelo sentimento de queda na demanda pela oleaginosa americana.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 345.000 toneladas na semana encerrada em 27 de fevereiro. Representa uma elevação de 2% frente à semana anterior e um recuo de 35% ante à média das últimas quatro semanas. O México liderou as importações, com 164.000 toneladas.

• Para a temporada 2020/21, são mais 1.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 500 mil a 1 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA).


ARGENTINA A elevação de 30% para 33% nas tarifas de exportação do complexo soja argentino deve desmotivar a semeadura da oleaginosa na próxima temporada no país vizinho. A área a ser plantada com soja na safra argentina 2020/21 deve sofrer um impacto negativo derivado da elevação das retenciones para soja, farelo e óleo. Como o novo aumento recaiu apenas na soja, outras culturas devem voltar a ganhar espaço frente à oleaginosa. Alguns subprodutos de milho, trigo e girassol, além de arroz e amendoim, tiveram reduções nas retenciones.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,57%, sendo negociado a R$ 4,6530 para venda e a R$ 4,6510 para compra, renovando a máxima histórica de ontem. A divisa norte-americana renovou a máxima histórica de fechamento pelo décimo primeiro pregão seguido, além de acumular 12 pregões de alta. As apostas de que o Banco Central (BC) deverá cortar a taxa básica de juros (Selic) seguem altas, enquanto a autoridade monetária tentou conter os avanços da moeda com a realização de três operações de venda de dólar no mercado futuro.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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