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Informativo Diário

10/09/2020

DÓLAR TEM FIRME QUEDA E TRAVA MERCADO DE SOJA

Na quarta-feira, o mercado interno de soja permaneceu lento nas principais praças de negociação do país. Em mais uma sessão positiva, a commodity voltou a avançar em Chicago e encostou nos patamares de US$ 9,80/bushel. Já o câmbio segue instável, fechando com firmes perdas e voltando a operar abaixo de R$ 5,30 por dólar ao longo do dia. No mercado doméstico, mais um dia de poucas novidades. Os preços continuam regionalizados, os agentes seguem retraídos e os negócios permanecem escassos com soja.

RS: preços nominais e mercado lento. No interior do estado, as indicações de compra estão entre R$ 140 e R$ 141 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro deste ano, porém sem contrapartida de venda. Na região de Canoas, no mercado CIF, há possibilidade de negócios até R$ 142 por saca.

PR: negócios escassos no estado e cotações nominais. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações na faixa de R$ 120 por saca CIF na região portuária. Na região oeste do estado, indicações de compra entre R$ 132 e R$ 134 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no farelo, e em queda no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,69% no grão e de 1,20% no farelo, e perdas de 1,07% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato setembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 9,7975 por bushel, encerrando nesse mesmo patamar. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 4,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento novembro/20 operava com ganhos de 4,75 pontos, com negócios a US$ 9,7775 por bushel.

• A demanda aquecida pelo produto dos Estados Unidos fez o mercado atingir o melhor nível desde junho de 2018 no gráfico contínuo.

• Pela manhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou que os exportadores privados venderam mais 238 mil toneladas para a China e outras 132 mil toneladas para destinos não revelados. A notícia foi suficiente para assegurar a 12 sessão seguida de ganhos.

• Nem mesmo o relatório de condições das lavouras, divulgado ontem, ao final do dia, conteve a escalada das cotações. Segundo o USDA, o índice de lavouras entre boas e excelentes condições caiu de 66% para 65%, menos que o esperado pelo mercado (64%).

• Os agentes também se posicionam frente ao relatório do USDA de setembro, que será divulgado na sexta, 11. O Departamento deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,286 bilhões de bushels. Em agosto, o número era de 4,425 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels.

• Para os estoques de passagem, a aposta é de 461 milhões de bushels para 2020/21. Em agosto, o número ficou em 610 milhões. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir sua previsão de 615 milhões para 605 milhões de bushels.

• A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 93,2 milhões de toneladas, contra 95,4 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 95,9 milhões para 95,9 milhões de toneladas.


CHINA O índice de preços ao produtor da China caiu 2,0% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, uma aceleração em relação a julho, quando o índice caiu 2,4%, segundo informações do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês imediatamente anterior, o índice de preços ao produtor da China subiu 0,3% em agosto, após a alta de 0,4% em julho.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 1,28% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3020 para venda, em sessão de recuperação no exterior com as bolsas de Nova York operando alta de mais de 2% após fortes perdas nos últimos dias, enquanto o preço do petróleo tentou recuperar parte da forte queda ontem, o que puxou a valorização das moedas de países emergentes.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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