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Informativo Diário

18/03/2021

COLHEITA CENTRALIZA AS ATENÇÕES E VENDAS NÃO EVOLUEM NO MERCADO INTERNO

Na quarta-feira, o mercado interno de soja teve mais uma sessão com pouca agitação nas principais praças de negociação do país. Com as pontas compradora e vendedora retraídas, apenas negócios isolados, regionalizados e envolvendo volumes irrisórios foram registrados ao longo dia. Os produtores permanecem com as atenções voltadas para a colheita e para a entrega de contratos firmados previamente. As cotações novamente oscilaram de forma mista no país, sem um viés definido. Apesar disso, apenas ajustes pontuais ocorreram.

RS: cotações oscilando de estáveis a mais firmes em um mercado lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações de compra até R$ 176 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 174. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 169 e R$ 170 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: registro de cotações de estáveis a mais fracas, mas somente nominais em um mercado vazio de negócios. Para embarque e pagamento em meados de abril/maio’21, indicação de compra a R$ 170 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra a R$ 160 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,38% no grão, 0,59% no farelo e 0,88% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,2525 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,1775 por bushel.

• O mercado foi pressionado pelo retorno das chuvas na Argentina e pela falta de novidades em termos de demanda pela oleaginosa americana.

• O retorno das chuvas na Argentina deve aliviar o estresse hídrico e amenizar o impacto da recente seca sobre o potencial produtivo. No Brasil, a colheita avança lentamente, mas a expectativa é de uma safra cheia, mesmo com os problemas climáticos.

• Os agentes se ressentem de notícias sobre demanda pela soja americana. Os exportadores privados não têm anunciado novas vendas e o sentimento é de que a procura internacional se desloque cada vez mais para o mercado brasileiro.

• Nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar o relatório das exportações semanais americanas. O mercado projeta vendas líquidas entre 100 mil e 700 mil toneladas.


ARGENTINA As tempestades desta semana no cinturão agrícola dos Pampas, na Argentina, desaceleraram a deterioração de muitos campos de soja e milho atingidos pela seca, disseram especialistas em clima nesta quarta-feira. A seca tem afetado os Pampas desde meados de 2020, levando a Bolsa de Grãos de Buenos Aires na semana passada a cortar suas estimativas de safra de soja e milho. Soja e milho são as principais culturas comerciais da Argentina.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,53% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5830 para venda, reagindo à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), no qual manteve a taxa de juros na faixa entre zero e 0,25% e indicou que os juros devem seguir baixos até 2023. Além disso, a autoridade monetária divulgou projeções mais positivas para a economia dos Estados Unidos, sinalizando que a recuperação do país pode ser mais rápida do que a esperada.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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