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Informativo Diário

19/07/2019

CHICAGO E CÂMBIO MAIS FRACOS TRAVAM NEGÓCIOS NO BRASIL

Na quinta-feira, o mercado interno de soja novamente teve uma sessão travada nas diversas praças de negociação do país. Com mais um queda sendo registrada em Chicago, desta vez somada a um recuo do dólar frente à moeda brasileira, os preços sofreram ajustes negativos no mercado interno, retraindo ainda mais a ponta vendedora. Não foram registrados negócios com volumes relevantes ao longo do dia.

RS: novo registro de cotações inferiores em um mercado com negócios isolados, sem volumes relevantes sendo envolvidos. Rumores de 2 mil toneladas sendo movimentadas.

PR: mercado com preços estáveis em mais um dia de negociações isoladas. Região portuária com indicação mantida a R$ 78,00 para entrega e pagamentos curtos.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT),os contratos futuros do complexo soja fecharam novamente em queda no grão, no farelo e no óleo na quinta-feira Nas posições spot, as perdas foram de 0,14% no grão, de 0,16% no farelo e de 0,14% no óleo. É a quarta sessão consecutiva em que o complexo soja recua em Chicago.

• A falta de acordo comercial entre China e Estados Unidos e a previsão de clima favorável na próxima semana no Meio Oeste continuam pressionando as cotações em Chicago.

• Nesta quinta, o mercado também avaliou as exportações semanais americanas, que vieram abaixo do esperado. A falta de demanda chinesa continua impactando de forma importante as exportações dos EUA, o que também limita eventuais movimentos positivos na CBOT devido aos grandes estoques norte-americanos.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 127.900 toneladas na semana encerrada em 11 de julho. Representa uma retração de 3% frente à semana anterior e 68% ante à média das últimas quatro semanas. Indonésia liderou as importações, com 123.500 toneladas.

• Para a temporada 2019/20, ficaram em 198.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 350 mil a 700 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).


CHINA O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que quatro unidades frigoríficas de aves e suínos brasileiras serão inspecionadas por videoconferência pela China nesta sexta-feira (19), a partir das 7 horas da manhã. Este é um recurso inédito, nunca usado antes no Brasil, com a transmissão das informações diretamente das plantas por auditores fiscais federais agropecuários. Destas quatro unidades, uma foi escolhida pelos chineses e as demais foram indicadas pelo Mapa e as entidades do setor. O Ministério enviou para a China uma lista de 30 unidades frigoríficas de aves, bovinos e suínos aptas a serem habilitadas para exportação. A expectativa, a partir destas inspeções, é de que haja uma resposta rápida por parte do país asiático quanto a liberação ou não destas plantas. Para Teresa Cristina, o Brasil tem condições de aumentar bastante os embarques de cortes de frango aos asiáticos, embora as vendas de suínos dependam de excedente de produção.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,87% no mercado à vista, cotado a R$ 3,7290 para venda - no oitavo pregão seguido no patamar de R$ 3,70 - influenciado pelas declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), sobre ações de bancos centrais em meio à cenários econômicos adversos. Primeiro, o mercado reagiu às declarações do presidente da unidade do Fed de Nova York, John Williams, de que em um ambiente de taxas de juros historicamente baixas, os bancos centrais devem enfrentar qualquer sinal negativo de "forma rápida e agressiva. É necessário tomar medidas imediatas quando confrontado com condições econômicas adversas e manter as taxas de juros mais baixas por mais tempo", defendeu Williams. Depois, o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, afirmou que não é necessário esperar os dados econômicos se tornarem ruins para uma ação mais decisiva do banco central norte-americano.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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