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Informativo Diário

19/03/2021

QUEDAS EM CHICAGO E NO CÂMBIO VOLTAM A TRAVAR O MERCADO INTERNO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja novamente registrou pouca movimentação nas principais praças de negociação do país. A forte volatilidade registrada em Chicago e no câmbio retraiu ainda mais as pontas compradora e vendedora, que mais uma vez preferiram não realizar novos negócios na maioria das praças. O foco permanece voltado para os trabalhos de colheita e para a entrega e recebimento de contratos firmados anteriormente, tanto no lado dos compradores quanto no lado dos vendedores. As cotações oscilaram negativamente em todas as praças, acompanhando as quedas em Chicago e no dólar.

RS: mercado com preços inferiores e nominais em uma sessão totalmente travada. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações de compra até R$ 173 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 171. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 165 e R$ 166 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: cotações em forte queda e apenas nominais em um mercado sem negócios aparentes. Para embarque e pagamento em meados de abril/maio’21, indicação de compra a R$ 168 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra a R$ 156 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em forte queda no grão, no farelo e no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 1,79% no grão, 1,65% no farelo e 1,97% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,1900 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 13,9225 por bushel.

• O retorno das chuvas na Argentina, as fracas exportações semanais americanas e a queda do petróleo favoreceram a correção.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 202.400 toneladas na semana encerrada em 11 de março. Representa um recuo de 42% frente à semana anterior e de 31 sobre a média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 71.500 toneladas.

• Para 2021/22, não houve vendas. Os analistas esperavam exportações entre 100 mil e 700 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA).

• As chuvas dos últimos sete dias serviram para paralisar a deterioração das lavouras de soja da Argentina. As informações fazem parte do boletim semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

• No momento, 6% da área está em situação de boa a excelente, 62% em situação normal e 32%, de regular a ruim. Na semana passada os percentuais ficavam em 6%, 63%, e 31%, respectivamente. Em igual período do ano passado, eram 33% boas, 53% normais e 14% ruins.

• A condição hídrica se divide entre ótima ou adequada (58%) e regular ou seca (42%). Na semana passada eram 53% e 47%, respectivamente. No ano passado, 68% e 32%.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,34% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5670 para venda, em sessão volátil e de forte amplitude com investidores digerindo a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), no qual refletiu em avanço do rendimento das taxas futuras de juros dos títulos do governo norte-americano, com o vencimento de 10 acima de 1,70% em toda a sessão. Aqui, investidores reagiram à decisão do Banco Central (BC) de subir a taxa Selic em 0,75 ponto percentual (pp), indo a 2,75%, acima do esperado.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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