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Informativo Diário

07/10/2019

COM CHICAGO E DÓLAR EM DIREÇÕES OPOSTAS, PREÇOS DA SOJA VOLTAM A CAIR E COMERCIALIZAÇÃO PERMANECE EM RITMO LENTO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana calmo nas diversas praças de negociação do país. Na sessão de hoje, a divisa norte-americana atingiu a mínima de R$ 4,0540 ao longo do pregão após três dias consecutivos de perdas. Em Chicago, a oleaginosa encerrou com ganhos de até 4,5 pontos nos principais vencimentos. Diante destes fatores, as cotações ficaram de estáveis a mais baixas no mercado doméstico e somente negócios pontuais foram reportados com soja. Segundo rumores, ao menos 500 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo desta semana no país. Os trabalhos de plantio da nova safra brasileira de soja chegam a 4,4% da área total esperada.

RS: mercado encerrando a semana em ritmo lento no estado. Os preços ficaram de estáveis a mais baixos e na região portuária, a pedida era R$ 87,50 por saca para pagamento e entrega no mês de novembro, mas sem registro de negócios relevantes.

PR: não houve mudança nas cotações e os negócios permanecem escassos no estado. Em Ponta Grossa, o comprador oferecia R$ 82 por saca CIF para entrega imediata, mas também não havia contrapartida de venda na região. Segundo rumores, ao menos 150 mil toneladas de soja paranaense trocaram de mãos ao longo da semana.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,49% no grão e 0,26% no farelo, e perdas de 0,03% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/19 atingiu a máxima de US$ 9,2125 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,1625 por bushel, com alta de 4,5 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 4 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 avançava 3,75 pontos, com negócios a US$ 9,4025 por bushel.

• Os ganhos se acentuaram na parte da tarde, após o presidente Donald Trump ter dito que as chances de acordo comercial com a China são boas.

• Representantes dos dois países se reunirão a partir do dia 10. O mercado espera que a China faça novas aquisições de soja americana nos próximos dias, reforçando o sentimento de que as negociações deverão resultar em um acordo.

• A expectativa com o relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também mereceu destaque como ponto de sustentação. Os agentes se posicionam, aguardando por um cenário mais claro sobre o tamanho da safra americana.

• Os boletins meteorológicos indicam chuvas e temperaturas baixas sobre o cinturão produtor americano. O excesso de umidade pode comprometer a colheita e o frio a produtividade.

• Completando o quadro positivo, o quadro de aversão ao risco diminuiu no mercado financeiro internacional. Os bons índices de desempenho da economia americana reduziram os temores de desaceleração global e reforçaram o sentimento de novo corte nas taxas de juros americanas.

• A alta semanal foi a melhor nas últimas três semanas, também impulsionada pelos estoques trimestrais indicados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O número em 1 de setembro ficou abaixo do estimado do mercado.


CHINA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "há boas chances de se realizar um acordo com a China". Segundo ele, os chineses "querem muito realizar um tratado" e caso ele ocorra será "o maior já feito". Trump também chegou a afirmar que além da China, Irã e Coréia do Norte também desejavam realizar negociações com o país. "A comissão iraniana conversou com a nossa durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mas eles pediram a retirada total ou parcial das sanções antes de qualquer negociações e eu disse que não", declarou Trump em entrevista coletiva nos gramados da Casa Branca.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com queda de 0,75%, sendo negociado a R$ 4,0580 para venda e a R$ 4,0560 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0540 e a máxima de R$ 4,0870. Na semana, o dólar registrou queda de 2,38%. O recuo da divisa norte-americana acompanhou o exterior onde o mercado reagiu aos números mistos do relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, encerrando a semana de indicadores mais fracos no país, o que elevou a tensão do mercado quanto a uma desaceleração da economia global, além de reforçar a percepção de que o banco central norte-americano deverá seguir com o corte da taxa de juros.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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