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Informativo Diário

23/10/2019

COM FORTE QUEDA DO DÓLAR, PREÇOS DA SOJA RECUAM E MERCADO SEGUE EM RITMO LENTO

Na terça-feira, o mercado interno de soja se manteve em ritmo lento nas diferentes praças de negociação do país. A moeda norte-americana teve um dia de significativas perdas, encerrando no menos patamar desde o início do mês. Em Chicago, a oleaginosa encerrou praticamente estável. Durante melhor parte do dia até houve melhores preços e alguns lotes comercializados, mas na parte da tarde, após o recuo do dólar, os preços despencaram e o mercado ficou travado.

RS: os preços recuaram no estado e não foram reportados negócios relevantes ao longo do dia. Na região portuária, na melhor parte do dia havia possibilidade de negócios na faixa dos R$ 91 por saca CIF sobre rodas para embarque imediato, porém não foram comercializados lotes significativos.

PR: dia de queda nas cotações e mercado pouco movimentado na sessão de hoje. Na região Oeste do estado, o comprador sinalizava R$ 84 por saca para embarque imediato, mas sem volumes relevantes negociados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e em queda no farelo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,08% no grão e 1,21% no óleo, e perdas de 0,25% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/19 atingiu a máxima de US$ 9,4525 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,34 por bushel, com alta de 0,75 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 3 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 avançava 2 pontos, com negócios a US$ 9,61 por bushel. A expectativa de aumento na demanda chinesa nos próximos dias sustentou o mercado. Mas os ganhos foram limitados pela boa evolução da colheita nos Estados Unidos. A China concedeu nesta terça-feira a grandes empresas locais e internacionais cotas livres de tarifa para a importação de soja dos Estados Unidos, disseram três fontes com conhecimento de uma reunião realizada pelo governo para discutir o tema. A cota para importações de soja dos EUA foi concedida para processadores estatais, privados e grandes "tradings" internacionais com plantas de processamento na China, disseram duas das fontes. Cotas para um total de 10 milhões de toneladas foram concedidas no encontro, que foi promovido por uma agência estatal de planejamento, disse uma das fontes. O volume também foi citado pela publicação AgriCensus nesta terça-feira, segundo informou a agência Reuters. A reunião vem após o presidente norte-americano Donald Trump ter afirmado que a China concordou em comprar até 50 bilhões de dólares em produtos agrícolas dos EUA por ano em meio a negociações comerciais entre os países mais cedo neste mês. A planejadora estatal chinesa, Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, não respondeu tentativas de contato após o horário comercial.


CHINA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou otimismo agora que o acordo comercial com a China está tomando forma, e seu principal negociador de comércio disse que o objetivo é encerrar as negociações da primeira fase para a cúpula de meados de novembro. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". Durante uma reunião de seu gabinete na Casa Branca, ontem, Trump disse que "o acordo com a China está indo muito bem". Segundo o presidente noreta-americano, "eles precisam alcançar um acordo porque sua cadeia de suprimentos está entrando em colapso".


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com queda de 1,35%, sendo negociado a R$ 4,0760 para venda e a R$ 4,0740 para compra. Durante o dia, a moeda norteamericana oscilou entre a mínima de R$ 4,0630 e a máxima de R$ 4,1280, no menor valor desde 4 de outubro. A divisa norte-americana recuou na esteira do otimismo local com a votação da reforma da Previdência no plenário do Senado, aguardada para hoje. No fim da manhã, as emendas propostas para o texto foram aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa em votação simbólica.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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