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Informativo Diário

24/02/2020

EM DIA VOLÁTIL, PREÇOS DA SOJA TÊM OSCILAÇÃO MISTA E NEGÓCIOS RAZOÁVEIS SÃO REPORTADOS NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja apresentou ritmo razoável nas diversas praças de negociação do país. Em um dia marcado pela volatilidade, a commodity teve oscilações mistas nas cotações no mercado doméstico. Na melhor parte do dia, quando a moeda norte-americana encostava nos níveis de R$ 4,41 por dólar e Chicago operava no campo positivo, um volume razoável de negócios pode ser reportado. Segundo rumores, aproximadamente 200 mil toneladas de soja foram comercializadas ao longo do dia no país. Por conta das chuvas pontuais na maioria das regiões produtoras, os trabalhos de colheita da nova safra brasileira de soja tiveram avanço moderado e chegam a 30,4% da área total esperada.

RS: preços recuando no estado e negócios razoáveis registrados. Na região portuária, durante a melhor parte do dia havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 90,50/saca CIF para embarque imediato e pagamento em meados de março, patamar onde um volume razoável de negóciosfoi reportado.

PR: dia de queda nas cotações e negócios moderados no estado. Na região portuária, o comprador sinalizava R$ 91,50/saca CIF para embarque no mês de fevereiro/21 e pagamento em meados de abril/21. Para embarque no mês de março e pagamento em abril, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 90 porsaca CIF.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no farelo, e em alta no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,25% no grão e de 1,26% no farelo, e ganhos de 1,72% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 9,02 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,9050 por bushel, com queda de 2,25 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 1 ponto nos principais vencimentos. O vencimento maio/20 operava estável, com negócios a US$ 9,01 por bushel.

• As fracas exportações semanais americanas ampliaram a queda semanal da posição março para 0,36%.

• O mercado mostra preocupação com a possibilidade da China não cumprir com as compras de produtos agrícolas americanos definidas na fase 1 do acordo comercial entre os dois países. O surto de coronavírus traz dúvidas sobre o desempenho da economia do país asiático.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 494.300 toneladas na semana encerrada em 13 de fevereiro. Representa uma retração de 23% frente à semana anterior e um recuo de 22% ante à média das últimas quatro semanas. A Indonésia liderou as importações, com 91.300 toneladas.

• Para a temporada 2020/21, são mais 3.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 700 mil a 1,2 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA).

• A produção de soja dos Estados Unidos na temporada 2020/21 deverá ficar em 4,195 bilhões de bushels, maior que o total colhido na temporada anterior, de 3,558 bilhões de bushels. A projeção foi feita durante o Fórum anual do USDA.

• O quadro de oferta e demanda indica área plantada de 85 milhões de acres em 2020/21, contra 76,1 milhões de acres do ano anterior. Os estoques finais deverão cair de 425 milhões para 320 milhões de bushels.


CHINA A China divulgou duas novas listas de produtos norte-americanos que serão isentos das tarifas mais altas impostas durante a luta comercial com os Estados Unidos como parte de seus esforços para implementar um acordo comercial recentemente assinado e incentivar a compra de alguns bens norte-americanos relacionados à atual epidemia de coronavírus. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". Os importadores de mercadorias da primeira lista, que abrange 55 tipos de produtos dos Estados Unidos, como madeira, microscópios, equipamentos de ultrassom, peças de raiosX, revistas e jornais, podem solicitar reembolso de tarifas em seis meses.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,04%, sendo negociado a R$ 4,3940 para venda e a R$ 4,3920 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento de ontem, quando ficou a R$ 4,3920 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,3740 e a máxima de R$ 4,4090. Na semana, o dólar comercial registrou alta de 2,16%. A divisa norte-americana teve um dia bastante volátil, renovando a máxima histórica de fechamento pelo quarto pregão seguido, em sessão marcada pela volatilidade. Após abrir a sessão pressionado, na cotação recorde intraday de R$ 4,4090, a moeda caiu ao nível de R$ 4,37 em movimento global de desvalorização após dados mais fracos dos Estados Unidos.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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