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Informativo Diário

28/08/2019

SOJA RECUA EM CHICAGO E COMERCIALIZAÇÃO REDUZ O RITMO NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja reduziu o ritmo das negociações nas diversas praças de comercialização do país. A moeda norte-americana segue em trajetória positiva, atingindo a máxima de R$ 4,1960 ao longo do pregão. Entretanto, a oleaginosa encerrou com perdas significativas em Chicago, contribuindo para que as cotações tivessem oscilações mistas no mercado doméstico. Segundo rumores, bom volume de negócios da safra nova tem sido reportado nas regiões Norte e Nordeste, com aproximadamente 300 mil toneladas de soja trocando de mãos ao longo da semana.

RS: dia de oscilação mista nos preços em um mercado com menor volume de negócios. Rumores de aproximadamente 50 mil toneladas movimentadas ao longo do dia no estado. As indicações permanecem na faixa dos R$ 90 para pagamento no mês de outubro no porto de Rio Grande.

PR: houve queda nas cotações em um mercado sem registro de volumes relevantes negociados. Houve indicações na faixa dos R$ 89 para pagamento no mês de outubro no porto de Paranaguá.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na terça-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,88% no grão, de 0,51% no farelo e de 1,13% no óleo.

• A melhora nas condições das lavouras americanas e a previsão de clima favorável ao desenvolvimento no cinturão produtor dos Estados Unidos nos próximos dias pressionou o mercado durante toda a sessão.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 25 de agosto, 55% estavam entre boas e excelentes condições, 32% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins.

• Na semana anterior, os índices eram de 53%, 33% e 14%, respectivamente. O mercado apostava em 54% das lavouras em boas a excelentes condições.

• Os agentes também acompanham de perto as negociações entre China e Estados Unidos em busca de um acordo comercial. A falta de novidades completou o cenário baixista para as cotações.


CHINA O Conselho de Estado da China anunciou que vai acelerar a aplicação de medidas para impulsionar o consumo no país, que podem incluir a retirada de restrições para compra de automóveis, visando a conter a desaceleração econômica chinesa. Entre as propostas, segundo o Conselho em comunicado, está "liberar o potencial do consumo de automóveis, explorar medidas específicas para relaxar ou cancelar gradualmente as restrições de compra, apoiar a compra de novos veículos de energia e promover a circulação de veículos usados". Ainda de acordo com a nota, o objetivo das medidas é "promover o desenvolvimento sustentado e saudável da economia nacional". O crescimento da economia chinesa está desacelerando, em parte devido ao impacto da prolongada disputa comercial com os Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,2% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período de 2018, seu menor nível em 27 anos, após a alta de 6,4% no primeiro trimestre.


CÂMBIO O dólar comercial acompanhou a aversão ao risco internacional com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China ainda em pauta. Atrelado a isso, a política interna também não tem ajudado nos mercados financeiros. Com tudo isso, o dólar chegou hoje na máxima de R$ 4,1960, fazendo com que o Banco Central (BC) realizasse um leilão de dólar à vista. Durante o leilão, entre 13h20 às 13h25 (de brasília), o dólar comercial chegou a operar em queda, chegando na mínima de R$ 4,1230, porém, a oferta não impediu que a moeda norte-americana fechasse em alta de 0,45% frente ao real, sendo negociada a R$ 4,1580 para venda.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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