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Informativo Diário

29/04/2020

FORTE QUEDA DO DÓLAR TRAVA MERCADO DE SOJA NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu pouco agitado nas diferentes praças de negociação do país. Rompendo uma sequência de cinco pregões consecutivos de alta e de quatro recordes seguidos, o câmbio encerrou com perdas significativas, atingindo os níveis de R$ 5,4740 ao longo do dia. Em Chicago, a commodity recuou pela terceira sessão seguida, voltando a se aproximar dos patamares de US$ 8,20 por bushel. Com isso, as cotações recuaram no mercado doméstico e pouca movimentação foi registrada no país.

RS: mercado calmo e preços recuando no estado. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 108 e R$ 109 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano, porém poucos lotes foram comercializados.

PR: houve queda nos preços e não foram reportados negócios significativos. Na região portuária, as indicações estavam entre R$ 103 e R$ 105 por saca CIF para embarque e pagamento curtos. Para embarque no mês de fevereiro/21 e pagamento em abril/21, as indicações estavam entre R$ 99 e R$ 101 porsaca.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em alta no óleo na terça-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,36% no grão e de 1,22% no farelo, e ganhos de 1,24% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,3550 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,26 por bushel, com queda de 3 pontos.

• O mercado não sustentou os ganhos iniciais, pressionado mais uma vez pelo temor de recuo na demanda pelo produto americano.

• Os Estados Unidos anunciaram hoje medidas que visam dificultar exportações de alguns produtos para uma série de países, incluindo a China. O mercado teme que a decisão possa afetar ainda mais a relação comercial entre os dois países, prejudicando as compras chinesas da oleaginosa americana.

• Mesmo com o recuo de hoje, o dólar segue firme na comparação com o real, tornando o produto brasileiro mais competitivo. Além disso, o plantio da soja se desenvolve bem nos Estados Unidos e parte do mercado trabalha com a possibilidade de área de soja acima do esperado, roubando espaço do milho.


CHINA Os casos diários de infecção pelo novo coronavírus na China subiram em seis, para 82.836, segundo a Comissão Nacional de Saúde do país. Já as mortes somaram 4.633, nenhuma a mais do que ontem. Entre os novos casos, três são importados, ou seja, de pessoas que se contaminaram fora do país, e três é uma transmissão local, mostram os dados das autoridades chinesas. Nenhum novo caso foi registrado na província de Hubei, onde o vírus foi detectado pela primeira vez, em dezembro do ano passado, mantendo o número de infectados em 68.128. A província também não reportou nenhuma morte a mais, mantendo o total de óbitos em 4.512.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 2,73%, sendo negociado a R$ 5,5130 para venda e a R$ 5,4110 para compra. Durante o dia, a moeda norteamericana oscilou entre a mínima de R$ 5,4740 e a máxima de R$ 5,6230. A divisa norte-americana recuou significativamente, interrompendo uma sequência de cinco altas seguidas e de quatro recordes consecutivos. O ambiente externo favorável às moedas de países emergentes corroboram para o cenário positivo, enquanto aqui, houve correção técnica com "desmonte de posições". Apesar do forte recuo, a moeda completou hoje 30 sessões acima do patamar de R$ 5,00.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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