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Informativo Diário

16/09/2020

COM PREÇOS REGIONALIZADOS, SOJA TEM APENAS NEGÓCIOS PONTUAIS REGISTRADOS NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu lento nas diferentes praças de negociação do país. A commodity teve um dia de poucas novidades no mercado doméstico. Com o recuo em Chicago, os preços chegaram a recuar em algumas regiões. Porém, a indústria, por questão de necessidade, segue com uma postura mais agressiva em determinados locais na tentativa de trazer a ponta vendedora ao mercado. Seguindo este cenário, somente negócios pontuais continuam sendo reportados e pelo menos 40 mil sacas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país. 

RS: cotações de estáveis a mais baixas e mercado pouco movimentado. No interior do estado, havia possibilidade de negócios entre R$ 141 e R$ 142 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro deste ano, porém sem contrapartida de venda. Na safra nova, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações de compra entre R$ 121 e R$ 122 por saca.

PR: mercado travado e preços nominais. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações na faixa de R$ 122 por saca CIF na região portuária. Na região oeste do estado, indicações de compra entre R$ 135 e R$ 136 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, no farelo e no óleo na terça-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,80% no grão, de 0,85% no farelo e de 0,43% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 10,0575 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 9,9150/bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 8,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento janeiro/21 operava com perdas de 7,5 pontos, com negócios a US$ 9,9575 por bushel.

• Após atingir os maiores patamares em mais de dois anos e operar acima de US$ 10, o mercado tomou fôlego e realizou lucros.

• O número abaixo do esperado e o menor em nove meses para o esmagamento dos Estados Unidos contribuiu para a correção. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 165,055 milhões de bushels em agosto, ante 172,794 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 169,47 milhões.

• O cenário fundamental, entretanto, segue positivo. A demanda pela soja americana segue aquecida, principalmente por parte da China. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 264 mil toneladas de soja em grão por parte dos exportadores privados americanos, sendo metade para a China e metade para destinos não revelados.

• O clima segue desfavorável às lavouras americanas. Segundo o USDA, o índice de lavouras entre boas e excelentes condições caiu de 65% para 63% na semana encerrada em 13 de setembro. O mercado esperava estabilidade. A deterioração da soja confirma que a safra americana será menor do que a esperada inicialmente.


CHINA A produção industrial da China subiu 5,6% em agosto na comparação com igual período do ano anterior, marcando o maior avanço de 2020, após a alta de 4,8% registrada em julho, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês anterior, a produção industrial da China subiu 1,02% em agosto, depois da alta de 0,98% de julho.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,24% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2890 para venda, em sessão de intensa volatilidade provocada pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o programa Renda Brasil, no qual disse estar descartado até o fim de 2022, e gerar desconforto com a equipe econômica do governo federal.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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