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Informativo Diário

06/09/2019

COM FORTE QUEDA DE CHICAGO, PREÇOS DA SOJA RECUAM NO MERCADO DOMÉSTICO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja permaneceu em ritmo lento nas diversas praças de negociação do país. Com queda de até 14 pontos nos principais vencimentos em Chicago, as cotações da oleaginosa voltaram a recuar no mercado doméstico. O dólar encerrou com ligeiros ganhos, mas operou durante maior parte da sessão no campo negativo. Os prêmios também tiveram queda, contribuindo para um dia de apenas negócios pontuais reportados.

RS: registro de preços mais fracos em um mercado com negócios isolados, sem volumes relevantes sendo anotados ao longo do dia. Na região portuária, houve indicações na faixa dos R$ 87 para pagamento e entrega no mês de outubro.

PR: mercado com cotações mais fracas e em sua maioria ficando apenas nominais. A comercialização da safra 2019/20 está estimada em aproximadamente 18% no estado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT),os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, as perdasforam de 1,48% no grão, de 1,20% no farelo e de 1,11% no óleo.

• O mercado iniciou o dia em alta, mas foi perdendo terreno ao longo da sessão, encerrando perto das mínimas diárias.

• A continuidade da guerra comercial entre China e Estados Unidos foi o principal fator de pressão, mesmo que os dois países tenham concordado em retomar as negociações em outubro. Por enquanto, os americanos não estão conseguindo mercados para substituir a demanda chinesa e os estoques só crescem.

• Os agentes aguardam ansiosos o relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 12. Dois fatores centram as atenções dos investidores: o tamanho dos estoques de passagem e as incertezas sobre a safra que será colhida pelo produtores norte-americanos.

• O clima segue favorável ao desenvolvimento das lavouras, o que pode ocasionar rendimentos maiores que os esperados atualmente. Até o levantamento do USDA ser divulgado, a tendência é de sessões voláteis e suscetíveis às novidades sobre a batalha tarifária entre as duas principais economias do mundo.


CHINA Os representantes comerciais da China e dos Estados Unidos concordaram em se encontrar em Washington em outubro, para retomar as negociações interrompidas desde o final de julho, de acordo com um comunicado do Ministério do Comércio chinês. O vice-primeiro-ministro da China e negociador-chefe do país, Liu He, falou por teleconferência na manhã de hoje com o representante dos Estados Unidos para o Comércio, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin. "Os dois lados concordaram em realizar a décima terceira rodada de consultas econômicas e comerciais de alto nível entre China e Estados Unidos em Washington no início de outubro, depois os dois lados manterão uma comunicação estreita", diz a nota. Segundo o comunicado, serão realizadas consultas em meados de setembro para preparar a reunião. "Os dois lados concordaram que deveriam trabalhar juntos e tomar ações práticas para criar condições favoráveis para as consultas".


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,09% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1100 para venda, na máxima do dia, invertendo o sinal no fim dos negócios após operar majoritariamente em queda ao longo da sessão. Apesar do ambiente interno e externo mais positivo, o fluxo interno fez a moeda no mercado futuro buscar o nível de R$ 4,12. "Foi fluxo. A demanda interna por moeda levou o dólar a subir quase no fim das negociações [dólar à vista], enquanto o futuro disparou. Além disso, o dólar lá fora passou a subir", comenta o diretor de uma corretora estrangeira.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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