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Informativo Diário

17/11/2020

SOJA INICIA A SEMANA COM REFERENCIAIS EM DIREÇÕES OPOSTAS E MERCADO PERMANECE LENTO

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana bastante lento nas principais praças de negociação do país. A moeda norte-americana voltou a recuar, chegando a operar abaixo dos R$ 5,40 ao longo do dia e encerrando pouco acima desse patamar. Em Chicago, a commodity fechou novamente no campo positivo e ultrapassou os níveis de US$ 11,50 por bushel. O arrefecimento da demanda por parte da indústria trouxe acomodação para os preços no disponível, porém, na safra nova, os preços voltaram a avançar. Ainda com as atenções voltadas ao plantio, não foram registrados negócios significativos durante a sessão.

RS: as cotações seguem mistas no estado e o mercado permanece vazio de ofertas. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 144 por saca. No interior do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 173 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de dezembro deste ano, porém sem contrapartida de vendas.

PR: sem negócios aparentes em um mercado com preços nominais. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações de compra na faixa de R$ 143 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 165 por saca no disponível, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo segunda-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,47% no grão, de 0,30% no farelo e de 0,80% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 11,5525 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 11,5350/bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 4 pontos nos principais vencimentos. O vencimento janeiro/21 operava com ganhos de 2,25 pontos, com negócios a US$ 11,5025 por bushel.

• Os sinais de demanda mantiveram os preços nos melhores patamares em mais de quatro anos e perto da máxima do dia no encerramento da sessão.

• O esmagamento de outubro nos Estados Unidos foi recorde e superou a estimativa do mercado. Além disso, as inspeções semanais para exportação americana também ficaram acima do projetado, sinalizando e reforçando a expectativa de aperto na oferta dos Estados Unidos.

• A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) indicou que o processamento de soja nos Estados Unidos em outubro ficou em 185,25 milhões de bushels. O mercado apostava em número de 177,12 milhões de bushels processados, contra 161,49 milhões de bushels em setembro.

• A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em outubro somaram 1,487 bilhão de libras, acima do esperado - 1,41 bilhão e do mês anterior, 1,433 bilhão de libras.

• As exportações de farelo de soja pelos Estados Unidos totalizaram 945.835 toneladas no mês passado, superando o volume de setembro, de 911.134 toneladas.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.239.956 toneladas na semana encerrada no dia 12 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 1,95 milhão de toneladas.


CHINA A produção industrial da China subiu 6,9% em outubro na comparação com igual período do ano anterior, mesma alta registrada em setembro, mantendo o maior avanço de 2020, após a segundo dados do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês anterior, a produção industrial da China subiu 0,78% em outubro, depois da alta de 1,15% de setembro (dado revisado).


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,69% no mercado à vista, cotado a R$ 5,4360 para venda, influenciado pelo otimismo que prevaleceu no exterior em meio aos dados de atividade positivos na Ásia e com a notícia de que os testes de uma vacina desenvolvida pela farmacêutica Moderna tiveram mais de 94% de eficácia contra a covid-19, o que alimentou o apetite por risco ao longo da sessão.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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