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Informativo Diário

29/06/2020

DÓLAR TEM FORTE ALTA E PREÇOS DISPARAM NO MERCADO INTERNO

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja encerrou a semana calmo nas principais praças de negociação do país. O câmbio enfileirou a terceira sessão de alta e fechou no maior valor de fechamento em mais de um mês. Encostando nos patamares de R$ 5,50, a forte alta da moeda norte-americana voltou a pressionar as cotações no mercado físico, que avançaram significativamente na maioria das regiões. Porém, com o mercado pouco ofertado, os negócios permanecem escassos e somente volumes pontuais foram comercializados.

RS: negócios razoáveis reportados e cotações avançando. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 106 por saca CIF Rio Grande. Para embarque e pagamento em meados de agosto/setembro deste ano, o comprador sinalizava em torno de R$ 117,00.

PR: mercado calmo e preços firmes no estado. Para embarque e pagamento em abril/21, as indicações estão na faixa de R$ 105 por saca CIF região portuária. Para embarque e pagamento em setembro deste ano, o comprador oferecia em torno de R$ 117,50 CIF Paranaguá, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,48% no grão, de 1,19% no farelo e 1,23% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 do grão atingiu a máxima de US$ 8,7175 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 8,65 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 8 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/20 operava com perdas de 6,5 pontos, com negócios a US$ 8,60 por bushel.

• Foi a quinta sessão consecutiva de perdas, elevando a queda semanal para 1,3% na posição julho.

• O bom desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos, encaminhando safra cheia, voltou a pressionar o mercado. Os operadores buscam um melhor posicionamento frente ao relatório de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na terça, 30.

• O Departamento deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 84,76 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgado em março.

• A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 84,764 milhões de acres, acima dos 76,1 milhões de acres cultivados em 2019.

• No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 83,51 milhões de acres.

• O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,381 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,253 bilhões e em junho do ano passado os produtorestinham 1,783 bilhão de bushels armazenados.


CHINA A China começou a enviar mensagens de alerta a Washington: a pressão norte-americana sobre questões chinesas está fora dos limites e pode comprometer as compras de produtos agrícolas e outras exportações dos Estados Unidos no âmbito do acordo comercial de primeira fase. As informaçõessão da agência de notícias "Dow Jones". Os líderes chineses acusaram Washington de se intrometer em áreas como Hong Kong, onde a China está impondo uma lei abrangente de segurança nacional, e Taiwan, que Pequim considera parte da China. Ontem, o Senado norte-americano aprovou por consentimento unânime um projeto de lei que aplicaria sanções a autoridades, empresas e bancos chineses que minam a autonomia limitada de Hong Kong em relação a Pequim.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,49%, sendo negociado a R$ 5,4630 para venda e a R$ 5,4610 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3690 e a máxima de R$ 5,4930. Na semana, o dólar apresentou avanço de 2,72%. A divisa norte-americana avançou significativamente, engatando o terceiro pregão de alta e no maior valor de fechamento em mais de um mês (R$ 5,5750 de 22 de maio) em dia de forte volatilidade influenciado pela cautela de investidores no exterior preocupados com a segunda onda de contaminação por novo coronavírus nos Estados Unidos e os impactos na recuperação econômica do país.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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