Voltar

Informativo Diário

15/06/2020

PREÇOS TEM FORTE ALTA, MAS MERCADO REGISTRA POUCOS NEGÓCIOS

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja teve uma sessão um pouco mais agitada, mas ainda com poucos negócios sendo registrados. A forte alta do câmbio somada à alta dos contratos futuros em Chicago impulsionou os preços internos, que subiram em praticamente todas as praças de negociação. Apesar disso, poucos compradores negócios foram firmados, com os players demonstrando incertezas com os rumos das cotações na próxima semana. Grande parte das cotações serviram apenas como referências nominais.

RS: mercado com registro de alguns negócios na região portuária para entrega em 2021. No mercado disponível, não foram reportados negócios aparentes. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, as indicações ficaram na faixa de R$ 101 por saca CIF Rio Grande. Para embarque e pagamento em meados de junho/julho deste ano, o comprador sinaliza em torno de R$ 108,00. Para julho/julho, indicações em R$ 108,50.

PR: foram reportados alguns negócios ao longo do dia, com a pontas compradora e vendedora um pouco mais ativa. Para embarque e pagamento em meados de fevereiro/março/21, as indicações estavam na faixa de R$ 100 por saca CIF região portuária. Para embarque e pagamento em meados de junho/julho deste ano, o comprador sinaliza em torno de R$ 108 CIF Paranaguá. Para julho/julho, houve indicação de até R$ 111 porsaca, com rumores de negócio isolado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, em queda no farelo e estáveis no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, ganho de 0,61% no grão e perda de 0,24% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 do grão atingiu a máxima de US$ 8,7300 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 8,7125 por bushel.

• O mercado foi sustentado pela firme demanda pelo produto norte-americano nesta semana, com mais uma venda anunciada nesta sexta-feira. Além disso, os players também continuaram digerindo o relatório do USDA de junho, divulgado na quinta-feira. O relatório foi considerado relativamente altista ao não trazer aumento na safra norte-americana e ao mesmo tempo cortar estoques EUA em 2020/21. Os ganhos desta sexta-feira, porém, foram limitados pelo posicionamento de carteiras por parte dos investidores diante do final de semana e das incertezas em relação à reabertura de importantes economias mundiais. Há temor de uma segunda onda de contaminação por coronavírus.


ARGENTINA As principais Bolsas de Cereais e Comércio da Argentina solicitaram o uso de ferramentas legais para encontrar uma saída da situação de falência da empresa Vicentín, mantendo o Estado de Direito e respeitando os costumes e práticas do mercado de grãos, após o anúncio de intervenção para sua posterior desapropriação promovida pelo governo nacional.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,24%, sendo negociado a R$ 5,0460 para a venda, em dia de ajuste do câmbio diante do fechamento dos mercados ontem devido a um feriado. Nos Estados Unidos, ocorreu um aumento da preocupação com a volta do surto de coronavírus, após algumas regiões terem anunciado a reabertura de seus negócios. Isso fez com que integrantes do governo viessem a público dizer que, caso necessário, haverá mais estímulos e ajuda por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Segundo analistas de mercado, a dificuldade que os Estados Unidos têm enfrentado para se livrar do vírus e fazer a economia voltar a crescer tem preocupado os investidores.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





Rod. BR 373 - km 400 | Candói - PR | Brasil - CEP: 85.140-000
© 2020 | Todos os Direitos Reservados. Ultramax